Tecnologia Ambiental

15 de abril de 2015

Água: Esforço constante para baixar consumo

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    Em 2008, a Elekeiroz começou a implementar na sua fábrica de Várzea Paulista-SP um projeto de otimização de consumo que teve como pilar central o reúso da água, antes quase totalmente descartada, com tratamento de 100 a 110 m³/h. Os fluxos que passaram a ser aproveitados são, entre outros, os efluentes da expansão do vaso catiônico, da lavagem rápida do sistema desmineralizador, da lavagem do filtro de carvão e do filtro de carvão de água potável, e também da partida das bombas dos poços artesianos.

    Combinando esse reúso com o aproveitamento da água de chuva e campanhas de conscientização, o projeto gerou uma redução de 18.600 m³/ano na captação – equivalente a 2% da água bruta captada no rio Jundiaí –, e de 16.800 m³/ano em emissão de efluentes líquidos. Com esses resultados, a empresa venceu a edição de 2010 do Prêmio de Conservação e Reúso da Água promovido pela Fiesp.

    A Elekeiroz segue investindo na racionalização do uso da água: em 2010, ao receber o prêmio, a operação de Várzea Paulista consumia a média de 2,94 m3 de água por tonelada produzida. “No encerramento de 2014, esse índice estava em 2,70 m3 de água por tonelada produzida”, informa Luiz Carlos Marques, gerente de segurança do trabalho e meio ambiente da companhia e coordenador da Comissão de Meio Ambiente da Abiquim (pelos dados da associação, em 2013, a indústria química nacional utilizou a média de 4,83 m3 de água por tonelada produzida).

    Agora, esse trabalho avalia mais atentamente algumas etapas dos processos produtivos, como os ciclos das torres de refrigeração, qualificados por Marques como um dos principais focos de consumo de água na indústria química, bem como a possibilidade de recuperação da água condensada de alguns sistemas (como a fusão de enxofre). “Estudamos também a possibilidade de reaproveitamento de parte da água de nossos efluentes brutos que enviamos por um emissário de 4 km diretamente para a estação de tratamento da companhia de saneamento da cidade de Jundiaí”, diz Marques.



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