Tecnologia Ambiental

15 de dezembro de 2009

Água – Coagulantes modificados e mais eficazes reforçam o poder da clarificação

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Química e Derivados, Coagulantes modificadores, Água

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    clarificação, etapa físico-química do tratamento de água que elimina sólidos suspensos para reduzir a turbidez, a cor e a carga orgânica, sofreu nos últimos anos no Brasil algumas mudanças sutis, porém importantes, demonstrando uma tendência de aplicação de produtos químicos e sistemas mais versáteis. As modificações incluem o uso de coagulantes mais eficientes, com menor geração de lodo, de produtos combinados que executam em uma só aplicação a coagulação e a floculação e ainda a execução de projetos de decantadores e estações com operação otimizada.

    Essa nova realidade é perceptível nas principais fornecedoras da área. A começar pelas atuantes no produto químico mais básico e importante da clarifi cação, os coagulantes inorgânicos, percebe-se uma tendência fi rme de tentar convencer os clientes a adotar melhores soluções. A fi nlandesa Kemira, por exemplo, que hoje se consolida como uma das maiores produtoras do país de praticamente todos os tipos de coagulantes, com plantas industriais em São Paulo, Bahia, Santa Catarina e Paraná, está convencida dessas novas oportunidades.

    Química e Derivados, Fred Schuurman, Vice-presidente da empresa Kemira, Água

    Fred Schuurman aposta suas fichas na expansão de uso do PAC

    Segundo explicou o vice-presidente para América Latina da Kemira, Fred Schuurman, exemplifica bem o período a crescente aceitação por parte de muitos consumidores, tanto estações públicas de tratamento de água como industriais, pelo uso do policloreto de alumínio (PAC), em substituição a coagulantes mais tradicionais, como o sulfato de alumínio ou o sulfato férrico. Na sua opinião, a adesão sinaliza uma mudança radical por todo o país e faz a Kemira apostar todas as suas fichas no produto, no que diz respeito a possíveis ampliações em suas unidades produtivas e na estratégia comercial adotada.

    Futuro é do PAC – A confiança no sucesso do PAC (não o plano do governo federal, diga-se de passagem…) tem explicação técnica. Conforme disse o diretor de marketing e vendas, Wanderley Ferreira, a baixa alcalinidade média da água brasileira desfavorece o uso dos coagulantes inorgânicos mais convencionais, os sulfatos de alumínio e férrico. “Quaisquer desses produtos derrubam muito o pH da água, o que demanda muito cal para neutralização. E isso significa, além de maiores gastos com o insumo, a geração de grandes quantidades de lodo”, afirmou. Esse último aspecto, por sinal, representa um dos maiores problemas das estações de tratamento de água e efluentes/esgotos, que se vêem cada vez mais pressionadas a dar um destino correto ao grande volume de lodos.

    Com o PAC, continua Ferreira, esses gargalos são minimizados. Além de ser dosado de duas a oito vezes menos do que o sulfato de alumínio, ele não afeta tanto o pH, demandando bem menos cal e, em consequência, gerando também uma quantidade bastante inferior de lodo. Apesar de mais caro no preço direto, por ser um produto polimerizado (em média o dobro dos sulfatos), na conta total do processo ele fica mais barato. “Isso porque, além dessas vantagens, ele clarifica melhor, gerando uma água de melhor qualidade que necessita de menos cloro e facilita a filtração, diminuindo a frequência de lavagem dos elementos“, complementou o vice-presidente Fred Schuurman.

    A mudança de comportamento dos clientes, favorável ao PAC, diz respeito ao fato de que muitos começam a calcular o tratamento pelo custo do metro cúbico de água e não mais pelo gasto com os principais insumos. E nesse sentido a conta na maioria das vezes privilegia o uso do policloreto de alumínio. Verdade que, ultimamente, na comparação com o sulfato, a competitividade foi um pouco abalada em virtude da queda de preço do ácido sulfúrico, que, em reação com a alumina ou o minério de ferro, gera, respectivamente, o sulfato de alumínio e o férrico. Mas a perspectiva é de elevação do preço do ácido para breve, o que vem a complementar as várias vantagens competitivas do PAC.

    Química e Derivados, Wanderley Ferreira, Diretor de marketing e vendas do PAC

    Wanderley Ferreira: tendência é unir coagulantes a floculantes

    De acordo com Wanderley Ferreira, o PAC tem maior poder de aglutinação das partículas sólidas. Isso porque ele tem carga positiva sempre superior a três, ao contrário dos sulfatos. “Quanto maior a carga positiva, maior o poder do coagulante em formar os flocos”, diz. A outra característica importante é a alta basicidade do polímero, que diminui a necessidade de dosagem de alcalinizantes no tratamento. A Kemira, em específi co, possui em seu portfólio mais de 20 tipos de PAC, com faixa de basicidade entre 40% e 80%. No Brasil, porém, dispõe de apenas dois tipos, com basicidade de 40% e 60%. “Assim que a demanda for aumentando, vamos nacionalizar mais grades”, disse o diretor.


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