Máquinas e Equipamentos

3 de outubro de 2014

Água: Clientes de todos os portes buscam técnicas avançadas para melhorar condicionamento

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    Química e Derivados, Água: Clientes de todos os portes buscam técnicas avançadas para melhorar condicionamento
    O comportamento da economia brasileira não facilita vida das empresas que oferecem soluções para o condicionamento de água para caldeiras. “Há grandes dificuldades desde 2013, um ano muito ruim”, afirma José M. Aguiar Junior, superintendente de operações da Kurita do Brasil Ltda.

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    Aguiar: automação e controle on line contam com bons dispersantes

    Acostumada, desde 2002, a contabilizar taxas de crescimento anuais de dois dígitos, a empresa de origem japonesa teve que se contentar com uma expansão de apenas 5% no segmento produtos químicos para caldeiras (3% nos negócios totais) no ano passado. Aguiar espera, no entanto, uma recuperação neste ano, voltando ao patamar histórico, com um crescimento de 15%. É um bom sinal, mas não é, obviamente, motivo de euforia, porque a evolução dos negócios se dá sobre uma base relativamente baixa.

    Jorvic Vital, consultor técnico industrial para o segmento químico e de geração de energia da Ecolab, prefere dizer que a indústria “se encontra em uma fase de contenção de despesas e do orçamento dedicado aos sistemas de utilidades, especialmente em energia.”

    A implementação de sistemas de geração de vapor no Brasil está vinculada ao crescimento de investimentos na indústria em geral, com ênfase nas de alimentos, bebidas e manufatura, no que diz respeito às caldeiras de baixa pressão (até 20 kgf/cm2), e nas de papel, açúcar e álcool, química, refinarias, metais primários e termelétricas, para as caldeiras de média (de 20 a 60 kgf/cm2) e alta pressão (acima de 60 kgf/cm2).

    Vital ressalva que, nos últimos anos, “o Brasil tem crescido sistematicamente em alguns segmentos industriais”. É justamente neles que a Nalco, uma empresa da Ecolab, tem realizado desde o projeto para a implantação de tratamentos químicos e controles aplicados à água da caldeira, até projetos de ciclos combinados, caldeiras a carvão, caldeiras de recuperação em indústria de papel, caldeiras de biomassa, caldeiras de recuperação de plantas de amônia e outras.

    “O fato de clientes procurarem conhecer e implantar cada vez mais as melhores práticas industriais permite à empresa avançar em participação de mercado”, revela o consultor técnico. A Nalco oferece “serviços de valor agregado e soluções que combinam produtos químicos, automação e tecnologia 3D Trasar, de grande aceitação no mercado em geral”.

    Kelsey Cichy, gerente de vendas de equipamentos para tratamento de água e efluentes da GE Water & Process Technologies, vê crescimento de oportunidades em meio à crise energética: “Estão surgindo cada vez mais novos projetos que utilizam caldeiras de alta e média pressão para a produção de vapor e posterior geração de energia elétrica; além disso, a geração distribuída de energia já é uma realidade no país.”

    Química e Derivados, Jennifer: desmineralização móvel atende às flutuações de demanda

    Jennifer: desmineralização móvel atende às flutuações de demanda

    Ele trabalha com a hipótese de que, até 2020, haverá um aumento de 35% da demanda de eletricidade no mundo. Olhando para realidade brasileira, cogita que a instalação de novas usinas termelétricas e de cogeração, é “uma das maneiras mais rápidas e seguras de suprir a demanda por eletricidade”. Ambas as usinas precisam de caldeiras de alta pressão para o seu funcionamento, exigindo condicionamento apurado da água de alimentação.

    Por conta da dramática crise hídrica de 2014, termelétricas foram reativadas e/ou ampliadas, novos leilões foram realizados para a instalação de novas usinas e diversas indústrias optaram por gerar (e cogerar) a sua própria energia. Jennifer Rae, responsável por marketing estratégico e inteligência de mercado, ressalta que “surgiram para a GE Water & Process Technologies diversas oportunidades de fornecimento de soluções para a desmineralização de água, incluindo o fornecimento de plantas e de serviços de produção temporária de água, utilizando a frota de equipamentos móveis, com operação dedicada da GE, denominada GE Mobile Water”.

    Esta unidade fornece equipamentos móveis de tratamento de água – filtros multimídia, ultrafiltração, osmose reversa, troca iônica, EDI, etc. – dispostos em skids e conteiners que são alocados nas unidades industriais para atender demandas específicas de tratamento de água de forma temporária. Também são disponibilizados engenheiros de campo para operar os equipamentos e assegurar o bom funcionamento e a qualidade da água produzida. Quando não há mais necessidade, a GE retira os seus equipamentos da planta, não havendo, assim, investimento na aquisição desses ativos por parte das indústrias.


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