Tecnologia Ambiental

8 de julho de 2016

Água: Ameaça de escassez e captação cara aceleram projetos de reuso

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    O tratamento e o reuso de água industrial adquiriu status de prioridade diante da escassez e do custo da água nova. A chamada “crise hídrica” tornou-se, literalmente, um divisor de águas: “As indústrias brasileiras tomaram consciência da importância e da necessidade de reutilização da água em seus processos, seja por motivos ambientais ou por questões financeiras”, comenta Luiz Bezerra, desenvolvedor de negócios sênior da GE Water.

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    Dentro dessa realidade, a expectativa para o atribulado ano de 2016 é de “aumento na demanda por projetos de reuso, especialmente por parte da indústria”, na avaliação de Vera Casson, diretora de propostas da Veolia Water Technologies.

    Bezerra concorda que aumentou o número de novos projetos. “Mesmo com o cenário econômico desafiador, a GE Water trabalha continuamente com seus clientes e parceiros para atender as demandas do setor com o melhor custo-benefício”, diz.

    Rolando Piaia, desenvolvedor da área de engenharia e projetos da Nalco, julga que o mercado de reuso vem crescendo de modo acelerado. “Essa é uma tendência irreversível, devido à propensão de elevação do custo da água nova e a escassez, promovida pelo crescimento populacional e da atividade industrial”.

    Para ele, os últimos doze meses não fugiram à regra. “Não obstante a crise econômica que enfrentamos, a demanda por sistemas de reuso permaneceu elevada e deve ser incrementada, quando a crise for superada”.

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    Ele ressalta que o reuso não é a única solução disponível. Outras iniciativas como conservação e reciclo (aproveitamento da água entre os processos de uma mesma unidade fabril) devem ser consideradas. “A Nalco Water, uma empresa Ecolab, objetiva ser mais do que um fornecedor de sistemas de tratamento de água, mas um consultor a serviço da indústria, na implantação de planos de curto, médio e longo prazo na gestão dos recursos”, frisa.

    Aguinaldo Segatti, gerente comercial da Enfil, prefere lembrar que este segmento de mercado é muito específico, tanto no que diz respeito à linha industrial, como no setor público, pois é preciso levar em conta a regulamentação dos custos de captação de água, o mercado industrial e a efetiva disponibilidade de captação, no caso de obras públicas. “Se uma determinada bacia está se esgotando, podem ser feitas ações que diminuam as captações das indústrias, mediante a liberação de alguns tipos de reuso”, enfatiza. Seja como for, ele opina que, “no todo, o comportamento ainda é muito discreto em nosso país” – reflexo da crise.

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    A Veolia está em estado de alerta: “Estamos prontos para oferecer tecnologias de ponta que sejam viáveis economicamente para atender a demanda de todos os setores do mercado”. Por outro lado, a desaceleração do desempenho econômico que o país atravessa gera tensão, atuando como uma força oposta. “Embora haja demandas e projetos previstos, a sua efetivação está sendo influenciada pelo momento recessivo”, acrescenta Vera.

    No ano passado, devido principalmente à crise hídrica, a GE Water registrou um aumento no número de consultas por projetos para retrofitting de unidades industriais a fim de readequá-las às novas diretrizes sobre captação e reutilização de água. “O mercado ainda tem se mostrado bastante sensível às tecnologias disponíveis para a produção de água de reuso, o que deve manter a demanda no longo prazo. Nesse cenário, diferentes tipos de tecnologias estão sendo demandadas para produção de água de reuso e, um passo adiante, para geração de energia a partir do efluente, conceito conhecido como waste to energy”, destaca Bezerra.


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