Sem categoria

18 de dezembro de 2010

Aditivos – Ritmo da vida moderna leva a consumir mais comidas prontas

Mais artigos por »
Publicado por: Hamilton Almeida
+(reset)-
Compartilhe esta página
    A

    necessidade de conservar os alimentos está ligada à história do homem. No segmento das carnes, os processos de defumação e salga foram os primeiros a serem utilizados. Com o passar do tempo, novas substâncias foram descobertas. Aromas, texturas, sabores, cores, propriedades nutricionais e funcionais estão cada vez mais diretamente relacionados ao uso dos aditivos e ingredientes.

    Nas últimas décadas, os hábitos alimentares mudaram drasticamente, principalmente porque cada vez mais pessoas exercem atividades fora de seus lares, reduzindo em muito o tempo dispensado para a preparação dos alimentos. Nesse cenário, considera-se que, graças aos aditivos, hoje se pode ter acesso a uma ampla gama de alimentos chamados de conveniência. Alimentos congelados, pré-congelados e pratos prontos já fazem parte do dia a dia.

    O conceito sobre a permissão e uso de aditivos em alimentos é variável de país para país. Uma determinada substância pode ser utilizada como aditivo por um país e ter o seu uso proibido em outro. Com o objetivo de criar uma padronização e unificação entre os países, em caráter internacional e regional, em 1962, sob os auspícios da Organização das Nações Unidas, por meio de seus órgãos FAO e OMS, foi criada a Comissão do Código Alimentar (Codex Alimentarius Commission).

    Segundo a Portaria nº 540, de 27/10/1997, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a definição de aditivo abrange “qualquer ingrediente adicionado intencionalmente aos alimentos sem propósito de nutrir, com o objetivo de modificar as características físicas, químicas, biológicas ou sensoriais, durante a fabricação, processamento, preparação, tratamento, embalagem, acondicionamento, armazenagem, transporte ou manipulação de um alimento. Ao agregar-se, poderá resultar que o próprio aditivo ou seus derivados se convertam em um componente de tal alimento. Esta definição não inclui os contaminantes ou substâncias nutritivas que sejam incorporadas ao alimento para manter ou melhorar suas propriedades nutricionais”.

    Aditivos mais comuns: conservantes, estabilizantes, antioxidantes, corantes e outros. Os conservantes são substâncias usadas nos derivados de carnes para evitar a deterioração por micro-organismos. Os mais usados são o nitrito e o nitrato de sódio ou de potássio. Estas substâncias são largamente empregadas no processo de cura de produtos cárneos e estão relacionadas com a obtenção de cor e sabor característicos.

    Os antioxidantes são substâncias utilizadas para combater e retardar as alterações oxidativas nos produtos cárneos, que, embora manipulados e mantidos em condições adequadas de embalagem e temperatura, ficam expostos à deterioração de ordem intrínseca, promovida por ações de enzimas, oxigênio existente no meio, temperatura, luminosidade etc. Os compostos antioxidantes são classificados segundo sua forma de ação protetora. Os antioxidantes primários possuem atuação redutora, pois são doadores de átomos de hidrogênio, inibindo os radicais livres. Já os antioxidantes secundários possuem capacidade e função quelante sobre os metais catalíticos, evitando a reação desses elementos pró-oxidantes.



    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


      ""
      1
      Newsletter

      Receba artigos, notícias e novidades do mercado gratuitamente em seu email.

      Nomeseu nome
      Áreas de Interesseselecione uma ou mais áreas de interesse
      Home - Próximo Destino Orlando
      ­
       Suas informações nunca serão compartilhadas com terceiros
      Previous
      Next