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15 de fevereiro de 2011

Aditivos para Concreto – A Tecnologia dos aditivos do futuro

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    Química e Derivados, Georgia Cunha, BASF, tecnologia, aditivos, futuro

    Georgia: demanda pede processos mais rápidos

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    avanço tecnológico dos aditivos para concreto e argamassa deve agora percorrer uma trajetória destinada a torná-los aptos a agilizar ainda mais os processos construtivos, como prevê Georgia Cunha, da Basf. “Já é possível produzir concreto com enorme resistência, então eles devem buscar tornar mais rápidos os processos”, justifica. “Evoluirão também para reduzir o uso de insumos, pois eles implicam custos, e reduzir sua utilização é algo sustentável tanto econômica quanto ambientalmente”, acrescenta.

    Também a diminuição dos gastos com os aditivos para concreto está na mira dos desenvolvimentos. “Está havendo grande esforço de pesquisa para redução das cadeias moleculares do policarboxilato, e consequentemente de seu custo, que já caiu bastante nos últimos anos”, comenta Ricardo Faria, da Vedacit/Otto Baumgart.

    Segundo ele, estuda-se ainda o desenvolvimento de aditivos capazes de reduzir a chamada reação álcali-agregados, passível de ocorrência entre os álcalis do cimento e os agregados (areia e brita), e que é capaz de provocar fissuras e mesmo ruptura das estruturas de concreto.

    Há ainda, como afirma Paul Houang, da Quartzolit, a busca por produtos ambientalmente mais sustentáveis: “Algumas empresas hoje pesquisam a substituição de insumos petroquímicos por outros originários de fontes renováveis na produção de aditivos”, informa.

    O avanço em sustentabilidade significa também esforço para a eliminação de determinadas substâncias potencialmente nocivas: caso do nonilfenol, considerado cancerígeno e proibido na Europa. Na Clariant, afirma Reinaldo Sampaio, a maioria dos produtos já não contém essa substância. “A ausência de nonilfenol nas formulações, especialmente naquelas destinadas à utilização em reservatórios de água potável, é uma preocupação atual”, disse.

    Os aditivos para concreto devem evoluir também pela crescente associação à nanotecnologia. Em alguns países, conta Luiz Eiger, da Rheoset, em determinadas estruturas de concreto – em pontes, por exemplo –, essas tecnologias estão sendo combinadas. “Para se obter concretos muito especiais, com resistências superiores a 200 MPa, além de superplastificantes de última geração, são aplicadas nanopartículas de sílica ativa”, explica.

    Arcindo Mayor, da Abesc, também crê no aprofundamento da vinculação entre aditivos e nanotecnologia no desenvolvimento de misturas de cimento mais resistentes e mais duradouras. Prevê, porém, a expansão do uso dos aditivos, até porque o concreto é submetido a ambientes sempre mais agressivos, em decorrência de fatores como a poluição existente nos grandes centros urbanos. “Sem aditivos, não há possibilidade de concretos com desempenhos cada vez mais elevados”, finaliza.



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