Produtos Químicos e Especialidades

14 de agosto de 2013

Adesivos: Substituição da fixação mecânica garante crescimento a longo prazo

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Química e Derivados, Adesivo estrutural bicomponente da 3M

    Adesivo estrutural bicomponente da 3M

    A

    lém das oportunidades na construção civil sustentável, a motivação mercadológica provocada pela substituição da fixação mecânica e da soldagem pela ação química dos adesivos mostra que o setor tem boas perspectivas em vários outros tipos de clientes. A tendência é global e apontada por vários analistas do mercado como um dos pontos-chave para manter o crescimento ano após ano da indústria mundial de adesivos, que, mesmo com a crise internacional, registrou acréscimo de 3% em 2012, totalizando vendas próximas a US$ 43 bilhões.

    A substituição da fixação mecânica, embora ocorra também na construção, é mais forte e relevante financeiramente em alguns setores: na produção de aparelhos eletrônicos portáteis, como celulares, tablets e computadores, na indústria automotiva e de transportes em geral, e também na de equipamentos médicos e de energia e petróleo. São esses os clientes que registram as maiores taxas de aumento de uso de adesivos, superando os acréscimos globais do PIB. E também aqueles para quem os departamentos de pesquisa e desenvolvimento das empresas mais dedicam os neurônios de seus técnicos a fim de criar novas soluções. Vale lembrar que o uso de adesivos, no lugar de rebitagens, parafusos e soldas, não só facilita e limpa a produção como torna os produtos finais mais leves, resistentes e receptivos ao uso de novos materiais, como plásticos de engenharia, cerâmicas e compósitos.

    Um exemplo de empresa de adesivos envolvida com essa tendência de longo prazo é a norte-americana Lord, com fábrica local em Jundiaí-SP. Com foco principal no mercado de transportes – no qual estão incluídas as indústrias de carros leves, caminhões, ônibus e a aeroespacial –, a empresa é responsável pela mudança de várias etapas produtivas nas indústrias desses setores. Com um maior volume de negócios nos Estados Unidos e na Europa, mas com exemplos crescentes no Brasil, a empresa tem criado produtos para que as montadoras de carros, ônibus e caminhões possam trocar soluções mecânicas e/ou arcaicas de fixação por outras mais eficientes, utilizando alguns de seus adesivos estruturais base acrílico, de PU e epóxis ou os elastoméricos.

    Química e Derivados, Sandro Leonhardt: adesivos no lugar de rebitagens e soldas

    Leonhardt: adesivos no lugar de rebitagens e soldas

    Na fabricante de ônibus Marcopolo, por exemplo, a empresa fez uma modificação para atender contrato temporário (dois anos) de fornecimento do cliente. Substituiu a colagem do teto dos ônibus, no qual se utilizavam 400 parafusos em toda a sua extensão, por um sistema com adesivo de poliuretano em que se passou a usar apenas 40 parafusos em cada lado e somente para manter o teto de compósito de plástico firme durante o processo de cura. “Foi um ganho de processo incrível. Imagina o trabalho de fazer os 400 furos, colocar os rebites e depois vedá-los, em uma produção de 40 ônibus por dia”, explicou o gerente regional para a América do Sul da Lord, Sandro Leonhardt. Segundo ele, no momento, está em desenvolvimento um processo similar, com uso de adesivo acrílico, para colagem de aço.

    Um outro projeto envolveu o uso de adesivo epóxi para colagem de peça única de capô e para-choque em caminhão da Volvo. Foi escolhido o adesivo epóxi bicomponente por sua versatilidade de colagem, ou seja, capacidade de aderir vários materiais (PRFV, plástico de engenharia, metal) e sua alta resistividade. A aplicação era toda robotizada e durou toda a produção de um modelo de caminhão da montadora sueca no Brasil.

    Na indústria de carros leves também há exemplos interessantes. Em Catalão-GO, a Mitsubishi começou a usar o adesivo estrutural base acrílica Versilok, 100% sólidos, sem solventes, para colagem da parte interna com a externa das portas dos carros. “Onde a folha interna é unida com a externa tem uma dobra. Com o adesivo, todo esse perímetro da dobra é colado sem a necessidade de soldagens e retrabalho”, afirmou Leonhardt. Com o mesmo princípio, capôs e porta-malas podem ser colados.


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      2 Comentários


      1. Moni

        O adesivo epoxi e poliuretana são bons demais, e podem ser feitos a partir de fonte renovável (o que daria uma ideia mais verde). Talvez esse adesivo epoxi usado não estava acompanhado de um endurecedor a T ambiente, ou é necessário epoxi com grupos que colem melhor peças metalicas (epoxi com titanio, prata). Eu como estou começando com o epoxi, levanto a bandeira do grupo oxirano que é bem reativo, por causa da tensão do anel.


      2. Adriano

        Olá amigo, ótimo texto.
        Eu gostaria de desenvolver meu TCC sobre esse tema: Vantagens de aplicação de Adesivos e relação a processos convencionais (Rebites, Parafusos, Solda).
        Você saberia me indicar alguma empresa que poderia me apoiar fornecendo amostras, estudos, pesquisa, relatórios, etc. Qualquer coisa seria útil. Eu quero comparar as propriedades mecânicas, custo-benefícios, e outras vantagens e desvantagens dessa inovação tecnológica.
        E também algumas referências bibliográficas sobre o tema?
        Eu queria fazer esse trabalho, mas não estou conseguindo fontes suficientes para desenvolver esse estudo.
        Grato pela atenção, aguardo retorno. Adriano



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