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25 de junho de 2016

Adesivos: Formulações adequadas aos clientes têm vendas aquecidas

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Performelt CQ-3100, da Adecol, é feito com resina metalocênica

    Performelt CQ-3100, da Adecol, é feito com resina metalocênica

    O setor de adesivos mais uma vez consegue bons resultados, apesar da redução verificada na atividade de vários setores da atividade econômica nacional. Por participar de uma miríade de aplicações em segmentos diversos, os adesivos têm facilidade para encontrar clientes ativos e, adicionalmente, ampliar exportações.

    Química e Derivados, Vieira: adesivos sem solvente já superam os convencionais

    Vieira: adesivos sem solvente já superam os convencionais

    O parágrafo acima vale especialmente para fabricantes com produção instalada no Brasil. Empresas que atuam mediante importação de produtos acabados tiveram resultado pior em 2015 e começam 2016 em desvantagem. A forte variação cambial do ano passado afetou os resultados. Além disso, os clientes locais precisam de produtos adaptados às condições de operação, em muitos casos requerendo customizações. Isso é mais fácil de ser provido por fabricantes com instalações locais.

    A filial brasileira da multinacional italiana Coim, instalada em Vinhedo-SP, confirma essa avaliação de mercado. “Para nós, o mercado de adesivos está estável e poderá crescer 4% em 2016”, comentou Adriano Osni Vieira, gerente de contas da empresa. Como informou, o desempenho alcançado em 2015 foi bom, resultado que permaneceu no primeiro trimestre de 2016.

    A Adecol, empresa de capital totalmente nacional, manteve a meta de expansão de faturamento em 20% para 2016, objetivo que pode ser considerado ousado quando se considera a atual circunstância brasileira. “Conseguiremos isso com forte atuação no mercado local e com o aumento da exportação, que ainda é uma novidade para nós, mas queremos manter nosso padrão de duplicar de tamanho a cada quatro anos”, explicou o diretor Alexandre Kiss. O início do ano revelou turbulências, pois janeiro registrou queda de vendas, revertida nos meses de fevereiro e março, com crescimento da ordem de 40%.

    Química e Derivados, Kiss: produtor local consegue adaptar formulações rapidamente

    Kiss: produtor local consegue adaptar formulações rapidamente

    O bom desempenho de vendas é atribuído aos esforços empreendidos em várias frentes de atuação, uma das quais foi a conquista de algumas grandes contas que estavam sendo cortejadas há algum tempo. “O fato de termos produção local nos dá grande vantagem, pois temos flexibilidade para ajustar as formulações às necessidades dos clientes”, salientou.

    Na avaliação de Kiss, 2015 foi um ano difícil para o setor como um todo, principalmente pela grande variação cambial, causadora de impactos pesados. Mesmo os fabricantes locais sofreram com o dólar mais caro, pois uma parte significativa dos insumos consumidos é produzida no exterior. “Mas a crise é uma oportunidade, permite apresentar novidades para os clientes, embora obrigue a fazer a lição de casa, ou seja, reduzir custos, buscar novas fontes de suprimento e aprender a lidar com as taxas cambiais”, salientou.

    A Coim fabrica no Brasil quase 90% dos adesivos que comercializa no país, que também supre a América Latina. “Os 10% restantes, compreendendo a linha de PU alifático e outros itens, vêm prontos do exterior”, informou Vieira. O suprimento de insumos é estabelecido mediante contratos com fornecedores locais e internacionais, com taxas de câmbio negociadas previamente, minorando impactos com flutuações de moedas. “O principal é que, apesar de participarmos de um grupo internacional, temos ampla liberdade para formular e criar produtos aqui mesmo, porque as diferenças de mercado são significativas”, disse.

    A companhia se esforça para resolver problemas dos clientes, mesmo em substratos difíceis, como o BOPP metalizado. “Temos uma laminadora própria para desenvolver adesivos e conseguimos para essa aplicação oferecer tempo de corte de 12 horas, em qualquer faixa de temperatura”, comentou.


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