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2 de abril de 2004

Adesivos: Feira promove o avanço das etiquetas adesivas

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Publicado por: Renata Pachione
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    Na tentativa de abarcar um mercado com crescimento médio de 10% ao ano, São Paulo foi sede da 1ª Label Latinoamerica – Feira Internacional de Etiquetas Adesivas. O evento atraiu cerca de 12 mil pessoas, entre os dias 9 e 12 de março, no Mart Center. Em uma área de 3.500 m2, cerca de 70 expositores apresentaram soluções em etiquetas, rótulos e adesivos, reunindo desde o insumo até o produto final. Os números ainda são modestos. No entanto, refletem um mercado em ascensão. Para 2004, projeta-se avanço do setor de 20%, por conta do aumento da demanda de material publicitário, promovido pelas eleições.

    A indústria nacional é formada por 800 empresas, as quais respondem pelo consumo anual de 8 mil toneladas de adesivos e 6 mil toneladas de tinta, além de 400 milhões de m2 de papel e película. Na opinião de Caio de Alcântara Machado Junior, vice-presidente da Compacta, empresa organizadora da Label Latinoamerica, esses dados são os principais responsáveis pela realização de um evento exclusivo para o mercado de fitas adesivas. “O setor carecia de uma feira própria”, comentou. Na América Latina, essa indústria movimenta US$ 2 milhões por ano. E ainda tem muito a avançar. O consumo per capita de fitas adesivas no Brasil está muito aquém da média dos Estados Unidos e da Europa. O País demanda 1,5 m2, por habitante, enquanto cada cidadão norte-americano consome 18 m2 e o europeu 15 m2.

    Porém, para Machado Junior, além do potencial do mercado, há outra justificativa para o êxito da feira. De acordo com ele, existe uma tendência mundial de setorização das exposições. Em 1988, a Label Expo, feira desmembrada da tradicional Drupa, realizada na Alemanha, teve sua primeira edição em Bruxelas. Nos anos seguintes, surgiram as versões para atender os mercados dos Estados Unidos, Cingapura, Moscou, China e Índia, até culminar com esta edição latino-americana.

    Química e Derivados: Adesivos: Segmentação da feira acompanha tendência mundial do setor. ©QD Foto - Divulgação

    Segmentação da feira acompanha tendência mundial do setor.

    Integração – Apesar de estar em sua primeira edição, a Label Latinoamerica surge com objetivos definidos. O evento priorizou integrar toda a cadeia produtiva do setor. Alguns destaques ficaram por conta dos produtos para rotulagem auto-adesiva e da presença de impressoras digitais e flexográficas. A flexografia, de acordo com o diretor-secretário da Associação Brasileira Técnica de Flexografia, Marcos Augusto Araújo, cresce, no País, em torno de 20% por ano. A Betaflex, fabricante de equipamentos flexográficos, de São Paulo, confiante nesse índice, apresentou a flexográfica BT 250. Com impressão em até quatro cores e velocidade de operação a 3 mil metros lineares, por hora, a máquina possui controlador lógico programável (PCL), capaz de supervisionar e visualizar o nível de tinta dos tinteiros, quantidade de material utilizado no ajuste de produção e porcentagem da intensidade de calor do secador, entre outros itens. O modelo também conta com unidade impressora dotada de transportador de tinta, cilindro revestido pelo processo anilox e porta-clichê com diâmetro variável. De acordo com informações da empresa, os negócios durante a feira foram um sucesso, as vendas representaram cerca de R$ 400 mil.

    Segundo estimativa divulgada pela Comprint, representante brasileira dos equipamentos HP Índigo para impressão digital colorida, o volume de vendas mundiais na área de impressão digital em cores pode alcançar a marca de US$ 31 bilhões, em 2005. Por trás desta perspectiva está o avanço do marketing um-a-um, ou seja, do atendimento sob medida, focado nas necessidades específicas de cada cliente. Ao encontro desse conceito, a empresa marcou sua presença na feira, com a série de impressoras off-set digitais coloridas, HP Índigo.

    O destaque ficou por conta da WS4000. Trata-se de impressora industrial de banda estreita, destinada a produções de pequena e de média tiragens. Produz até 32 metros por minuto, em duas cores, e 17 metros por minuto, em quatro. O equipamento opera em uma grande diversidade de substratos, do papel até PVC, PET, poliéster e policarbonato. Uma das vantagens do processo dá conta da tinta líquida hp Electrolnk. “A tinta pode ser aplicada a camadas muito finas e com alta resolução”, explicou a especialista de produto da Comprint Alessandra Jobb. Líder em fabricação e vendas de chapas para a América Latina, a IBF Indústria Brasileira de Filmes mostrou a impressora digital DCP 320 D, da marca belga Xeikon. Alta velocidade, impressão em diversos substratos, como poliéster e etiquetas adesivas, são alguns dos benefícios do modelo. Alimentado por bobina, o equipamento imprime substratos com largura até 320 mm e opera até 130 folhas A4 frente e verso por minuto.

    Novas tecnologias – A principal novidade no estande da Rotatek Brasil, de Barueri – SP, foi a impressora rotativa combinada, de formato variável, MT 180 Combi. Trata-se de uma máquina modular, capaz de agregar diferentes sistemas de impressão, como off-set, flexografia e serigrafia. “O modelo oferece ao convertedor a solução e não só uma máquina de impressão”, afirmou o gerente de vendas da Rotatek Alexandre Dalama. De acordo com ele, a máquina permite a instalação de até 14 grupos de impressores, em combinações diferentes.


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