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27 de julho de 2003

Adesivos: Alba reestrutura suas operações com a Borden

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Alba Química, pertencente ao grupo americano Borden Chemical, reestruturou sua atuação no País. Desde o início de 2003, toda sua extensa linha de adesivos será concentrada apenas em uma empresa, a Alba Adesivos. Com a decisão estratégica, os adesivos de varejo e industriais passam a ser administrados juntos, a partir das produções de Cotia-SP e Boituva-SP, enquanto a produção e comercialização de resinas uréicas e fenólicas e de formol se concentram na Borden Química, com unidade em Curitiba.

    Química e Derivados: Adesivos: Barreto - decisão estratégica.

    Barreto – decisão estratégica.

    O redesenho, na verdade, faz a empresa voltar a ser como era antes. Isso porque em janeiro de 2001 o grupo tinha separado a Borden Química e a responsabilizado também pelos adesivos industriais, além das resinas e do formol. “Percebemos com a experiência que o adesivo é apenas um negócio, não importa se o cliente é do varejo ou industrial”, afirmou o gerente geral da Alba, Milton Barreto. “Havia a necessidade de segmentar a atividade em uma só empresa”.

    Segundo Barreto, o mercado de adesivos no Brasil está por volta de US$ 308 milhões, ou cerca de R$ 1 bilhão, crescendo a um média de 4% ao ano. O segmento industrial ganha destaque no setor, crescendo a uma média de 10% ao ano, sobretudo por causa do desempenho dos clientes do setor moveleiro, de embalagens e construção civil. Estes, com ênfase o moveleiro, têm exportado muito, principalmente painéis, peças e móveis em geral.

    Apesar da reestruturação, Barreto não vê necessidade de cortes drásticos de pessoal, exceto os necessários em virtude da sinergia de áreas em engenharia, RH, controladoria, entre outros departamentos.Também a nova estrutura incentivará investimentos. Estão programados aumento na capacidade produtiva de PVA em Cotia, uma nova unidade de hot-melts, que será trazida da Inglaterra, onde a Borden desativará uma fábrica. Sob investimento de US$ 1 milhão, a nova fábrica levará um ano para ser construída. Há ainda interesse em criar novas linhas de adesivos sem solvente, uma tendência em franca expansão.

    Mesmo com a preocupação em crescer em adesivos, mercado que a Alba domina quando se trata do segmento de madeiras, a área de resinas em Curitiba tem desempenho até mais expressivo. Em 2002, a área cresceu 28,2%, incentivada por exportações ao Mercosul de painéis MDF, onde as resinas são aplicadas. Esse tipo de aglomerado especial, nos quais a resina uréia-formaldeído mescla cavacos de madeira criando uma madeira de alta resistência, foi objeto de investimentos no Brasil de US$ 500 milhões nos últimos cinco anos, com a entrada em operação de cinco novas fábricas.

    A Borden detém 36% desse mercado, fornecendo às fábricas resinas de uréia-formoldeído, melamina-formol e formol fenólicas. Com muito potencial de crescimento, principalmente porque o Brasil conta com florestas de eucalipto com corte rápido (5 a 7 anos), as perspectivas são das melhores para a Alba como um todo, visto que seus adesivos base água e solvente também são utilizados em larga escala para colar as chapas de MDF em marcenarias e fábricas.



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