Papel e Celulose

15 de outubro de 2011

ABTCP 2011 – Celulose e papel traçam planos de expansão no país

Mais artigos por »
Publicado por: Gerson Trajano
+(reset)-
Compartilhe esta página

    química e derivados, abtcp, papel e celulose

    E

    nquanto fábricas de papel e celulose são fechadas na América do Norte, empresas brasileiras como a Veracel, Fibria, Suzano, Celulose Riograndense e Bahia Cellulose já iniciaram obras de ampliação do seu parque fabril. Em 2013, o grupo Eldorado começa a operar sua nova unidade de celulose na cidade de Três Lagoas-MS, um investimento de US$ 2,7 bilhões, dos quais US$ 565 milhões de recursos próprios e o restante financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e por bancos internacionais.

    A Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP), em seu 44º Congresso e Exposição Internacional, realizado em outubro, em São Paulo, anunciou que o setor pretende investir US$ 20 bilhões até 2017 na produção de papel, celulose e em florestas. Com as novas unidades, estima-se que a produção de celulose alcance 20 bilhões de toneladas/ano e a de papel chegue a 12,5 milhões de toneladas/ano. Em média, até 2020, o setor prevê um crescimento de 6% a 7% ao ano.

    química e derivados, Christiano Lopes, equipamentos, papel e celulose

    Lopes: empresas nacionais se unem para fornecer equipamentos ao setor

    De olho nesses investimentos, a Jaraguá Equipamentos Industriais se uniu à Ipex Tecnologia para criar a Jaraguá Ipex Empreendimentos, voltada exclusivamente para o setor. “Estamos unindo forças para melhor aproveitar as oportunidades que o mercado nos apresenta”, disse Christiano Lopes, superintendente na nova organização.

    De janeiro a julho deste ano, a produção de celulose foi de 7 milhões de toneladas e a de papel, 4,9 milhões de t. Comparado ao mesmo período de 2010, o crescimento foi de 2,2% e de 0,4% respectivamente. Em 2010, o Brasil produziu 14,1 milhões de t de celulose, o que representa um crescimento de 5,6% em relação ao ano anterior. Já a produção de papel atingiu 9,8 milhões de t, 3,9% acima de 2009. (ver tabela)

    Os números mostram que a indústria ampliou sua participação no mercado. Segundo a Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), a receita de exportação de celulose, por exemplo, somou US$ 6,8 bilhões, com um acréscimo de 35,4% em relação a 2009. As exportações foram puxadas pelas vendas para a América do Norte e Europa, as quais tiveram aumento de receita de 61,6% e 67,8%, respectivamente. Com isso, o saldo da balança comercial brasileira do setor chegou a US$ 4,9 bilhões, 33% acima do resultado de 2009.

    química e derivados, consumo de papel e celulose

    Tabela 1: Produção e consumo de celulose e papel no brasil

    Também as empresas da América do Sul se beneficiaram com o incremento da demanda. Suas exportações tiveram um aumento de 28,8% em receita, e responderam por 56% do valor total das vendas internacionais do setor. No Uruguai, a Montes Del Plata, joint venture criada entre a Arauco e a Stora Enso, já iniciou a construção de sua indústria para produzir 1,3 milhão de t/ano de celulose branqueada de eucalipto (BEK). A fábrica fica em Punta Pereira, no departamento de Colônia, e receberá investimentos de US$ 1,9 bilhão.

    Um negócio da China – As oportunidades de comercialização de celulose no mercado internacional, principalmente na China, têm condicionado o comportamento dos investidores no Brasil. Embora seja hoje o maior concorrente dos fabricantes brasileiros de papel, a China é também a maior compradora da celulose nacional. Segundo a Bracelpa, 31% de toda a celulose produzida no Brasil em 2011 tem como único destino a República Popular da China.

    Para Carlos Farinha e Silva, vice-presidente da Pöyry, multinacional finlandesa de consultoria e serviços de engenharia, é o mercado chinês que está determinando a ampliação e a construção de novas fábricas de celulose. “E será o ritmo de crescimento da economia chinesa que ditará o cronograma dos projetos brasileiros”, concluiu.

    Segundo Farinha, até 2020, a demanda mundial de celulose de fibra curta passará de 25,3 milhões de t – dado de 2009 – para 36 milhões. A maior parte desse aumento, cerca de 10 milhões de t, viria de encomendas feitas pelos chineses. (ver tabela 2)

    química e derivados, consumo de celulose branqueada

    Tabela 2: Consumo global de celulose branqueada para mercado (em milhões de t) – Clique para ampliar

    Com o objetivo de ampliar o relacionamento com fabricantes chineses e atrair empresas fornecedoras de produtos químicos, máquinas e equipamentos, um grupo de empresários embarcou em setembro para Pequim, a fim de participar da 19ª China Paper Forest 2011, evento internacional que reúne cerca de 300 empresas de 21 países.

    “Os chineses possuem uma cadeia produtiva muito bem estruturada, com fornecedores de equipamentos, máquinas e demais insumos bastante competitivos em preço e qualidade. E o nosso objetivo é atrair essas empresas para o mercado brasileiro, o que será favorável para a competitividade também da nossa indústria”, disse Francisco Bosco de Souza, gerente institucional da ABTCP.


    Página 1 de 212

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


      ""
      1
      Newsletter

      Receba artigos, notícias e novidades do mercado gratuitamente em seu email.

      Nomeseu nome
      Áreas de Interesseselecione uma ou mais áreas de interesse
      Home - Próximo Destino Orlando
      ­
       Suas informações nunca serão compartilhadas com terceiros
      Previous
      Next