Tecnologia Ambiental

27 de julho de 2016

Sustentabilidade: parte essencial da estratégia da indústria de tintas – Abrafati

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Publicado por: Quimica e Derivados
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    Química e Derivados, Abrafati - Sustentabilidade: parte essencial da estratégia da indústria de tintas

    Tema assumiu crescente importância nos últimos anos, em todo o mundo e hoje já não é possível planejar ações sem considerá-lo.

    Muito antes que o termo “sustentabilidade” se tornasse usual, os temas ambientais, de segurança e saúde ocupacional já estavam na ordem do dia no setor de tintas. Nos anos 1980 e 1990, assim como passaram a ter mais ressonância na sociedade, tornaram-se pauta frequente nas discussões e ações da Abrafati.

    O Seminário de Assuntos Ambientais foi uma das respostas a essa demanda, assim como diversas outras ações e iniciativas voltadas para aspectos como a atuação responsável em tintas – caso do Programa Coatings Care –, a destinação de embalagens pós-consumo ou a capacitação de brigadas de emergência.

    O mesmo pode ser dito em relação à evolução da tecnologia no uso das soluções sustentáveis, cujos resultados e avanços se tornaram presença cada vez mais constante no Congresso Internacional de Tintas e na Exposição de Fornecedores.

    Com a ascensão da sustentabilidade a um novo patamar, já no século XXI, a atenção dada ao tema cresceu, tornando-o um elemento central na atuação e nas estratégias do setor. Essa trajetória culminou na criação do Comitê de Sustentabilidade do Conselho Diretivo e de uma Gerência dedicada a isso na Abrafati.

    A Associação também definiu, em 2015, a Política de Sustentabilidade do Setor de Tintas, que foi o resultado das discussões no âmbito desse comitê e da pesquisa das melhores práticas adotadas em todo o mundo, passando a ser um guia para orientar sua atuação nessa área.

    Inovação e sustentabilidade – Ocupando nos últimos tempos espaço privilegiado na agenda do setor de tintas, a sustentabilidade se tornou um dos principais motores da sua busca contínua por inovação tecnológica.

    As indústrias de tintas e seus fornecedores vêm trabalhando nessa direção, com o objetivo de oferecer produtos que, cada vez mais, atendam aos requisitos ambientais, contribuindo, ao mesmo tempo, para o desenvolvimento econômico e social.

    “As empresas precisam encarar a sustentabilidade como uma forma de gerar valor. Projetos e novos desenvolvimentos devem levar em conta as variadas possibilidades de fazer isso: fortalecer a sua imagem e reputação, ajudar no relacionamento com públicos-chave, engajar funcionários, reduzir riscos, reduzir custos, aumentar a produtividade, proporcionar novas oportunidades de negócios”, afirma Juliana Zellauy Feres, gerente de Sustentabilidade da Abrafati.

    “O princípio que deve reger a atuação do setor é o da criação de valor compartilhado. Ou seja, trata-se de criar valor econômico de uma forma que também gere valor para a sociedade. Com isso, o sucesso da empresa se conecta ao progresso social”, explica.

    Diversos exemplos do trabalho que vem sendo conduzido pelo setor nessa seara puderam ser vistos na Abrafati 2015, que teve como mote justamente a sustentabilidade.

    No evento, estiveram em evidência, tanto nos trabalhos apresentados no congresso quanto nos lançamentos promovidos na exposição, as diversas respostas que estão sendo dadas às demandas da cadeia produtiva relacionadas a esse aspecto. “Abriram-se possibilidades para a disseminação de novos conhecimentos, o debate de ideias, o desenvolvimento de projetos conjuntos e a geração de oportunidades de negócios”, explica Dilson Ferreira, presidente-executivo da Abrafati.

    Atuação responsável – A atuação da associação em relação aos aspectos da sustentabilidade independe da existência de legislação ou regras oficiais. Quando elas existem, a sua postura é de atendê-las e colaborar para o seu atendimento. Quando não, o que pauta a sua atuação é a premissa de fazer o correto, da melhor maneira possível, estimulando todo o setor na direção que considera a mais adequada.

    Um exemplo nesse sentido está ligado à eliminação do uso de chumbo em tintas. A Abrafati criou uma autorregulamentação, envolvendo as empresas associadas, até que fosse aprovada uma lei que estabelecesse os limites máximos para a sua presença, banindo o uso desse metal em tintas imobiliárias e de uso infantil – lei esta proposta pela associação e aprovada em 2008 pelo Congresso Nacional.

    O mesmo vale para os compostos orgânicos voláteis (VOCs). Em 2008, a Abrafati também desenvolveu um programa de autorregulamentação, estabelecendo os teores máximos de emissões em tintas imobiliárias e produtos correlatos, uma vez que inexistia legislação no Brasil sobre o tema. Depois de estudos e debates realizados por seu Comitê Científico, os limites e a metodologia utilizada para os cálculos foram baseados nas regulamentações estabelecidas pela Comunidade Europeia. Posteriormente, as discussões sobre o tema passaram a ocorrer no âmbito do CB-164 (Comitê Brasileiro de Tintas, da ABNT), tendo como foco a elaboração de uma norma para definir os limites para o Brasil e os tipos de análise que devem ser feitos para a sua determinação.


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