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7 de março de 2016

Abrafati: Solventes defendem mercado

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Abrafati: Solventes defendem mercadoA Braskem participou da exposição com duas linhas distintas de negócios: a oferta de um grade de polipropileno específico para a confecção de baldes para embalagem de tintas e com a apresentação dos solventes petroquímicos (xileno, tolueno, AB 9, AB 10 e AB 11). Nesse campo, disputa mercado com os derivados de refino de petróleo comercializados pela BR Distribuidora (aguarrás, xileno, tolueno e outros).

    “A Braskem investiu em instalações e software para obter cortes mais precisos de cada corrente e também desenvolver formulações de blends específicos para algumas necessidades de mercado”, comentou Eduardo Perez, gerente do negócio de solventes da companhia. No caso das formulações, elas são preparadas por distribuidores autorizados e equipados para tanto, ou por clientes de grande porte, com as instalações adequadas.

    Perez salientou que a Braskem conta com uma rede de distribuidores autorizados que inclui a quantiQ, Brenntag, Bandeirante Brazmo, Coremal e Aromat, mas apontou um aumento na venda direta de solventes pela petroquímica. “Antigamente, a distribuição recebia 70% da nossa produção, hoje o canal absorve apenas 50%”, informou. O faturamento dos negócios de solventes monta a R$ 700 milhões por ano para a companhia.

    Recentemente, a Braskem investiu para acertar o corte da faixa do AB 10, adequando-o ao item do Chemical Abstract (CAS). Com isso, passou a competir diretamente com solventes importados nessa faixa de evaporação.

    “O mercado de agroquímicos migrou do AB 9 para o AB 10 porque precisa de solventes um pouco mais pesados”, verificou Perez. “Conseguimos, então, produzir um AB 10+, ligeiramente mais pesado que o AB 10 comum.” Ele informou que as resinas alquídicas consomem solventes com pontos mais altos de evaporação, mas a indústria de tintas muitas vezes formula seus próprios solventes, combinando vários produtos leves, médios e pesados. “O mercado tende a preferir os solventes já formulados”, disse.

    Química e Derivados, Perez: corte mais preciso de frações amplia competitividade

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    Nos alifáticos, Perez anunciou a transferência da produção de hexano e ciclohexano da unidade de Camaçari-BA para Santo André-SP, buscando maior proximidade com as empresas de extração de óleos vegetais e produtores de etanol, os maiores consumidores dessa faixa de hidrocarbonetos. “Temos alifáticos de cadeia aberta com sete a nove carbonos que disputam aplicações com o ciclohexano e têm preço mais baixo”, informou.

    Embora sejam considerados solventes mais amigáveis aos seres humanos, os alifáticos apresentam baixo poder de solvência para as resinas usadas em tintas. As faixas com cadeias mais longas e ponto mais elevado de ebulição desse tipo de solvente encontram maior demanda no setor. É o caso das isoparafinas, comercializadas pela Braskem em quatro faixas de evaporação: 3-16 (de 30 a 160ºC), 13-15 (130 a 150ºC), 17-22 (170 a 220ºC) e 22-25 (220 a 250ºC). As duas últimas são as mais usadas pela indústria, segundo Perez.

    Do ponto de vista toxicológico e ambiental, os solventes sintéticos oxigenados não podem ser considerados muito superiores aos hidrocarbonetos de corte mais preciso. “Os oxigenados também contém compostos orgânicos voláteis, os VOC, e isso deve ser levado em consideração pelos formuladores”, afirmou.

    Água x solvente – Há muito tempo se discutem alternativas para reduzir a emissão de compostos orgânicos a partir das tintas e vernizes. Nas formas líquidas, duas vertentes disputam a preferência do mercado: as formulações base água e as tintas com alto teor de sólidos (com menor participação de solventes). Essa disputa é particularmente importante nas tintas para pintura original de automóveis, segmento muito exigente na aparência final, mas também rigoroso quanto à qualidade e à durabilidade da película aplicada.

    Química e Derivados, Pierce: além de VOC, avaliação deve observar emissões de CO2

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    A Eastman trouxe para o congresso internacional de tintas o especialista Jason Pierce, líder do grupo de acéticos da divisão de desenvolvimento de químicos da companhia, para comentar o desempenho ambiental de vários sistemas de pintura original base solvente (altos sólidos) e base água, a partir de estudos recentes por ele conduzidos.

    Como informou o especialista, desde 2009 a Eastman começou a elaborar estudos de ciclo de vida (LCA, de Life Cycle Assessment), respondendo à pressão europeia por melhor qualidade ambiental. Com esses estudos, que envolviam visitas a várias instalações de pintura OEM, foi possível formar uma visão holística desse tema.

    “Queríamos comparar com segurança os vários sistemas existentes, mas as normas ISO não abrangiam todos os aspectos de LCA, dificultando a padronização dos resultados”, afirmou. A alternativa encontrada foi reunir outras indústrias químicas fabricantes de tintas para elaborar um sistema normativo mais completo, de adesão voluntária, para apoiar os estudos. “O LCA é uma importante ferramenta para orientar a tomada de decisões estratégicas, desenvolvimentos e assuntos regulatórios”, afirmou.


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