Produtos Químicos e Especialidades

11 de março de 2016

Abrafati: Avanços em aditivos e pigmentos

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Bonifacio: desinformação ainda prejudica aplicações de epóxi

    Bonifacio: desinformação ainda prejudica aplicações de epóxi

    A Huntsman aproveitou a ocasião para divulgar o recente início da fabricação nacional de poliamidas reativas ácidas, antes importadas da Alemanha. “Com o câmbio atual e as condições de mercado, verificamos a viabilidade de produzir essas poliamidas em Taboão da Serra-SP para suprir os clientes locais e também exportar”, explicou Wellington Bonifacio, diretor de materiais avançados para a América do Sul. Essas poliamidas atuam como agentes de cura em sistemas epóxi.

    Do total de vendas da Huntsman no Brasil, entre 50% e 60% resulta de produtos feitos no país, segundo o diretor. Com atuação fortemente ligada aos epóxis, a companhia se abastece de insumos locais, como o bisfenol-A, mas também importa ingredientes de outras unidades da companhia ou de terceiros. A companhia produz a linha Jeffamines de aminas especiais, usadas em aplicações como pisos de epóxi e também em revestimentos de poliuretano e poliureia.

    A linha de epóxi permite atender a segmentos de mercado diversos, sendo o mais conhecido o de adesivos, com a marca Araldite, com versões para uso industrial e doméstico. “Temos aplicações importantes em óleo e gás, seja na fabricação de acessórios, seja nos isolamentos”, comentou. Um grande cliente está na geração eólica, com grande consumo da resina na fabricação das pás dos aerogeradores. Também o isolamento de transformadores consome grande quantidade de epóxi, que tende a aumentar com o crescimento da fabricação dos transformadores a seco (sem óleo).

    Além desses usos, a resina epóxi também tem largo emprego na formulação de tintas. “O epóxi é um material nobre, de alta resistência química e grande durabilidade, mas sofre por ser pouco conhecido tecnicamente pelos formuladores e pintores”, afirmou Bonifacio. Para melhorar a difusão da tecnologia, a Huntsman montou há dois anos um laboratório de aplicações para tintas em Taboão da Serra – a instalação anterior ficava em Santo Amaro, mas era pequena para as necessidades do mercado. “Melhoramos nosso atendimento aos clientes com isso.”

    O diretor apontou desenvolvimentos na área, entre eles um epóxi monocomponente que está sendo estudado para entrar na linha de adesivos. Nas tintas, o controle do tempo de cura foi largamente melhorado. “Cada cliente tem uma necessidade, uns querem curar mais rápido, outros preferem ter mis tempo para aplicar o material, isso pode ser controlado na formulação”, explicou. Da mesma forma, a resistência ao ataque de radiação ultravioleta, considerada um problema para o material, pode ser aprimorada mediante o uso de aditivos.

    O diretor avaliou 2015 como um ano difícil para o setor de tintas, situação que aparentemente se repetirá em 2016. “Perdemos um pouco de faturamento, mas não de market share”, finalizou.

    Química e Derivados, Pereira Leite: biocida inovador gera efeito antiácaro em tintas

    Pereira Leite: biocida inovador gera efeito antiácaro em tintas

    Biocidas avançam – A brasileira Ipel apresentou no congresso internacional sua mais recente criação: a Linha 7000, que oferece proteção contra ácaros, conhecidos causadores de alergias e problemas respiratórios. “Trata-se de um aditivo biocida multifuncional, com efeito antibacteriano, antifúngico, algicida e também antiácaros, uma inovação nossa”, comentou Luiz Wilson Pereira Leite, diretor de marketing e novos negócios da companhia.

    Embora ressalte que o mercado nacional, por força das circunstâncias, está retraído, buscando reduzir custos, ele acredita que a Linha 7000 terá boa acolhida por parte dos formuladores interessados em contar com um produto especial. “Com ele, pode-se criar uma tinta para quartos de crianças, ou para clínicas de alergia e dermatologia, por exemplo, garantindo redução de 90% da população de ácaros”, afirmou.

    Pereira Leite explicou tratar-se de uma combinação complexa de ingredientes ativos orgânicos, mantida a sete chaves pela Ipel. Ele assegura que o aditivo é insolúvel em água, ficando retido na película seca na qual produz seus efeitos durante dois anos (com garantia). Como não existe um método internacionalmente aceito para avaliar o efeito antiácaro, foi preciso desenvolver um, proeza realizada com apoio das Faculdades de Farmácia e Odontologia da Universidade de São Paulo.

    A Linha 7000 é compatível com os sistemas de proteção in can convencionais e pode ser formulada para uso em sistemas de base água (derivados de zinco associados a ésteres halogenados) ou solvente (isotiazolinonas). “São versões diferentes do mesmo produto, com o mesmo desempenho”, comentou. A Ipel já atuava desde 2013 com a Linha 6000, com ação repelente a insetos rastejantes e voadores (focos nas baratas e nos pernilongos), mas que não protegia contra ácaros. “A linha 6000 vende muito bem na América Central e está começando a abrir mercado aqui no Brasil”, comentou o diretor, que ainda não alimenta expectativas para a 7000.


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