Tintas e Revestimentos

29 de fevereiro de 2016

Abrafati 2015 – Estreantes bem conhecidas

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Abrafati 2015 - Estreantes bem conhecidasHá novos nomes no mercado de insumos para tintas, porém alguns deles representam empresas e negócios bem conhecidos, sendo frutos de operações de reorganização de portfólio, desmembramento ou venda de divisões de negócios. Neste ano, tiveram destaque Covestro, Chemours e Olin.

    A Covestro é uma companhia nova, formada a partir da divisão MaterialScience da Bayer. A gigante alemã segue como controladora da nova empresa, mas esta já tem ações sendo negociadas na bolsa de valores de Frankfurt desde outubro e tem atuação independente, concentrada em polímeros de alta tecnologia, entre os quais o poliuretano, muito procurado em tintas e vernizes com aplicações industriais.

    Na Abrafati, a Covestro apresentou o Desmodur eco N 7300, um isocianato com 70% de seu conteúdo carbônico derivado de biomassa (fonte natural e renovável). Trata-se do diisocianato de pentametileno (PDI), um trímero com os mesmos padrões de desempenho que os derivados do diisocianato de hexametileno (HDI), com grande facilidade de substituição. O PDI é isento de solventes hidrocarbonetos. A companhia informou que já existem polióis de origem natural no mercado, ao contrário dos reticulantes.

    A empresa também apresentou o primeiro endurecedor termolatente Desmodur blulogiq 3190. Isso quer dizer que o material pode ser manuseado sem problemas imediatamente após a cura, reduzindo perdas e retrabalhos. O produto também permite secagem mais rápida que os sistemas convencionais, sendo altamente compatível com vários polióis, oferecendo maior pot life, secagem mais rápida, com nivelamento e aspecto de pintura original. E pode ser aplicado facilmente às formulações de PU.

    Química e Derivados, Barboza: relação com clientes foi preservada na transição

    Barboza: relação com clientes foi preservada na transição

    Titânio novo – A Chemours nasceu do desmembramento da divisão de produtos de performance da DuPont, envolvendo várias linhas de produtos, como fluorquímicos, soluções químicas e dióxido de titânio, sendo este o item relevante para a Abrafati 2015. “Esta foi a primeira participação da Chemours em uma feira, em âmbito mundial, uma verdadeira estreia”, comemorou Marco Aurélio Barboza, diretor de negócio de Tecnologias de Titanium Brasil.

    O executivo comentou que, a exemplo dele mesmo, toda a equipe de dióxido de titânio que estava trabalhando na DuPont migrou para a Chemours. Isso deu estabilidade de atendimento e suporte durante a troca de identidade corporativa. “Conversamos com os nossos clientes e distribuidores para que a transição fosse transparente, mantendo os contratos anteriormente firmados e garantindo o volume e a qualidade do material”, ressaltou. Apesar disso, ele aponta que a Chemours nasceu com uma estrutura empresarial mais enxuta e eficiente.

    A nova configuração, por exemplo, levou ao fechamento da unidade fabril de Edgemoor, Delaware (EUA). “Era a fábrica mais antiga da companhia e produzia tipos específicos de TiO2 para papel, um mercado que despencou nos Estados Unidos e não justificava mais a sua continuidade”, explicou Barboza. Para ele, a fábrica de Altamira (México) – atualmente em fase de aumento significativo de capacidade – poderá suprir essa demanda, ao lado de outras unidades da companhia.

    Aliás, o investimento em Altamira é paradigmático, pois desde 1993, quando a DuPont inaugurou a fábrica de Taiwan, nenhum projeto dessa envergadura foi conduzido no mundo. O projeto de Altamira prevê agregar à capacidade atual de 150 mil t/ano de TiO2 uma linha nova, capaz de ofertar ao mercado mais 200 mil t/ano do insumo. O total de 350 mil t/ano chega perto do volume da demanda pelo pigmento em toda a América Latina (400 mil t/ano), mas a unidade também fornecerá o material para a Europa e Estados Unidos. “A linha antiga de Altamira produz tipos para a fabricação de laminados e de tintas; a nova unidade também oferecerá grades para plásticos”, ressaltou.

    A maior vantagem da nova instalação reside no fato de aproveitar todos os desenvolvimentos tecnológicos gerados nos últimos anos. Com isso, será a mais moderna instalação produtora de dióxido de titânio do planeta, com baixo consumo de energia e ampla flexibilidade para acabamentos.

    A Chemours aproveitou a ocasião para lançar o TS 6300, um tipo rutilo específico para tintas base água, embora também aceite participar de formulações base solvente, gerando películas foscas com alto teor de pigmento e grande poder de cobertura.

    “O TS 6300 conta com um tratamento superficial especial, capaz de manter espalhados e convenientemente afastados entre si os grânulos de TiO2, com o objetivo de criar uma superfície que espalhe a luz em múltiplas direções, eliminando o brilho”, explicou Barboza.


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