Tintas e Revestimentos

15 de dezembro de 2013

Abrafati 2013: Seminário de cura por UV/EB atrai atenção internacional

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Representantes das RadTechs da China, EUA (Harbourne), Europa (Lauppi) e América do Sul (Maria Cristina, dir.)

    Representantes das RadTechs da China, EUA (Harbourne), Europa (Lauppi) e América do Sul (Maria Cristina, dir.)

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    om mais área disponível, a Abrafati 2013 pôde abrir espaço para a realização confortável do Seminário Abrafati-RadTech South America, que apresentou novidades em aplicações e equipamentos. A sessão de abertura do seminário contou com a presença de representantes das entidades congêneres da Europa, Estados Unidos e China, além da presidente regional, Maria Cristina Kobal Campos de Carvalho, para oferecer uma visão panorâmica dos avanços das técnicas de cura por radiação ultravioleta (UV) ou por feixe de elétrons (EB).

    David Harbourne, da RadTech dos Estados Unidos, considerou que o mercado global de tintas está crescendo em um nível ligeiramente inferior ao do PIB mundial, mas as técnicas de UV/EB têm boas possibilidades pelo fato de não conterem solventes e representarem um gasto de energia inferior ao dos sistemas convencionais com estufas de secagem.

    Como informou, naquele mercado, de 2007 a 2011, caiu muito a venda de equipamentos convencionais de impressão gráfica, mas cresceu a venda de sistemas não-convencionais, os digitais (ink jet), por exemplo, com forte participação de cura por UV. Pesquisa realizada pela RadTech EUA com seus membros apontou expectativa de crescimento das linhas de UV/EB acima das tintas convencionais, que devem ficar na média de 6% ao ano, entre 2012 e 2015. Segundo informou, a venda de tintas curáveis por UV/EB representa 2% do total de tintas comercializado no país.

    Harbourne citou como tendência a substituição das lâmpadas convencionais por LEDs (diodos emissores de luz), capazes de reduzir o consumo de eletricidade, com mais durabilidade e sustentabilidade, redundando em economia operacional.

    Ele apontou que a China já é o grande armazém de insumos químicos para os formuladores de tintas curáveis por radiação. Além disso, ele enxerga grandes oportunidades para as técnicas de UV/EB no revestimento protetivo e de barreira ao oxigênio em telas OLED (orgânicas) flexíveis para monitores de TV e outros dispositivos eletrônicos, bem como no acabamento de pisos industriais e outras aplicações, compensando a queda dos sistemas de impressão gráfica convencional. “O crescimento das técnicas de UV/EB não se dará por meio de saltos tecnológicos, mas pelo aproveitamento do que já existe, mas de outras formas”, completou.

    Urs Lauppi, representante da RadTech da Europa, comentou que o continente está fabricando cerca de mil equipamentos de impressão, todos eles com sistemas de cura por UV, uma tecnologia que já alcançou a maturidade, sendo sobejamente conhecida e contando com fornecedores de maquinário, lâmpadas e insumos químicos bem estabelecidos. A Europa conta com 200 linhas de aplicação de revestimentos curáveis por feixe de elétrons, em várias aplicações.

    Enquanto o uso de UV se destaca nos sistemas de impressão sobre papel, cartão e plásticos (rótulos e embalagens flexíveis, sem fotoiniciadores no caso de produtos alimentícios), a tecnologia de EB não conseguiu espaço nas embalagens laminadas, por não gerar um coeficiente de fricção mínimo. Ou seja, a camada superficial fica tão lisa que dificulta a apreensão (grip) pelos consumidores. “Mas o EB está indo muito bem na indústria moveleira, produzindo revestimentos com elevada resistência a riscos”, informou. O EB também é muito usado na produção de adesivos de pressão (PSA, fitas adesivas), além de servir para o revestimento de base para impressões de segurança, do tipo “raspadinha”, e para embalagens personalizadas.

    Posição nacional – A presidente da RadTech na América do Sul e diretora da Renner Sayerlack, Maria Cristina Kobal Campos de Carvalho, informou aos presentes que o mercado sul-americano para cura por UV chega a 19.565 t/ano, abrangendo monômeros, oligômeros epóxi, outros oligômeros e fotoiniciadores, perfazendo US$ 77 milhões/ano. A participação do Brasil é de 80% no mercado de cura UV da região, ou seja, 15.652 t/ano, ou quase US$ 62 milhões/ano.

    “As importações brasileiras de insumos para UV chegam a U$ 42 milhões por ano, isso representa um grande potencial de negócios”, afirmou Maria Cristina. O mercado brasileiro de revestimentos curáveis por UV se concentra em commodities para madeira (50% do mercado) e para vernizes de acabamento de impressão (OPV, 25%), com base em monômeros e resinas bem conhecidos e fotoiniciadores convencionais. “Os principais fabricantes dessas tintas importam os ingredientes para verticalizar a produção”, comentou.

    “O mercado brasileiro de UV se apoia no epóxi-acrilado e no poliéster, está crescendo continuamente, mas não mais na faixa de 10% como há alguns anos”, avaliou. Maria Cristina percebe que os filmes formados por UV estão ficando cada vez mais finos, tanto por desejo do mercado quanto por economia. “Toda a indústria instalada no Brasil está em uma fase de queda de atividade, quem sabe se a situação não melhora até o final do ano?”



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