Tintas e Revestimentos

9 de dezembro de 2013

Abrafati 2013: Pigmentos geram mais efeitos e enfrentam concorrência feroz

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Friedrich: demanda por pigmento metálico escuro surpreendeu

    Friedrich: demanda por pigmento metálico escuro surpreendeu

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    área de pigmentos foi uma das mais concorridas da Abrafati 2013, com grande número de empresas ofertando sofisticadas inovações ou alternativas (contratipos) mais econômicas para insumos tradicionais. Nas palestras, mereceu destaque a apresentação de Ricardo Tadeu Abrahão, da DuPont, que propôs um modelo matemático preditivo para avaliar a energia a ser aplicada para dispersar um pigmento, tomando por base a tensão superficial do líquido e a rugosidade das partículas sólidas. Entre os pôsteres, a mesma companhia apresentou um trabalho de Carlos Manuel P. Fernandez Ramirez e Michael P. Diebold, que desenvolveram um método para determinar a melhor concentração econômica de dióxido de titânio em um filme de tinta. Ambas as palestras apontam caminhos para o melhor aproveitamento do insumo, um dos itens mais relevantes no custo de produção do setor.

    Nos pigmentos de efeito, a disputa ficou mais forte entre os fornecedores. A Eckart, do grupo Altana, mostrou seus produtos no estande próprio e também no da Colormix, sua distribuidora local (exceto para as linhas de impressão, com a Clariant). A mais recente inovação, em escala mundial, é o Metalure Liquid Black, pigmento PVD obtido pela sublimação do cromo trivalente (atóxico), que confere um efeito metálico escuro à superfície pintada, com alto espelhamento e elevada resistência química. “Esse pigmento foi criado pensando na indústria automotiva, mas estamos encontrando forte demanda também em peças sofisticadas para decoração de interiores”, comentou Cláudio Friedrich, gerente de vendas de coatings e plásticos da Eckart. Ele informou que a novidade ainda está sendo produzida em escala piloto.

    O Metalure Liquid Black pode ser aplicado no base coat em sistemas base água ou solvente, e também em tintas curáveis por UV/EB. “Recomendamos usar em sistemas de baixos sólidos e em uma única demão, para formar uma camada fina, de 2 a 5 micrômetros, e garantir a melhor distribuição do pigmento na superfície pintada, extraindo o máximo efeito”, comentou. Bons resultados foram alcançados com tintas PU e poliésteres, mas os efeitos ficaram mais pronunciados com nitrocelulose.

    Química e Derivados, Maul: novidades combinam efeitos fortes com dispersão mais fácil

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    Por ser um pigmento de alta resistência, a aplicação de um verniz de acabamento pode ser dispensada, dependendo da aplicação. “Nesse caso, é recomendado que o solvente do verniz não dissolva a resina do base coat, fato que reorientaria o pigmento aplicado, prejudicando o efeito”, explicou Robert Maul, líder global de marketing e apoio técnico de pigmentos de efeito da Eckart. Segundo informou, esse pigmento (assim como as demais novidades da companhia) dispensa a etapa de pré-dispersão, que é requerida nos pigmentos de alumínio tradicionais.

    Atenta aos desejos dos designers do setor industrial e automotivo, a empresa se preocupou em desenvolver novas opções de efeitos metálicos, perolados e pretos e brancos especiais. Com isso, a linha Luxan cresceu, oferecendo novas formas de cintilações em preto e branco. “Os pigmentos Luxan contêm de 0,3% a 1,5% de flocos de vidro borosilicato, que refletem a luz incidente de forma concentrada, produzindo efeito cintilante intenso”, comentou. Os brancos e pretos cintilantes estão tendo boa aceitação para a confecção de embalagens de plástico ou de metal, em especial no setor de cosméticos.

    A Eckart também trouxe novos pigmentos de alumínio, feitos pelo processo de deposição de vapor (PVD), os tipos Metalure A 61006 BG (seis micrômetros) e A 61010 BG (dez micrômetros), capazes de gerar alto grau de espelhamento em pinturas automotivas, também aplicáveis em tablets e aparelhos eletroeletrônicos diversos. Maul também ressaltou a chegada de novos pigmentos magneticamente orientáveis Ferricon, agora aplicados na indústria de couro sintético, produzindo efeitos diferenciados.

    “Sempre há demanda por novidades, nós precisamos estar sempre evoluindo para oferecer novos efeitos, brilhos especiais, mais resistência química e mais facilidade de aplicação, que resulta em economia de energia e tempo, sem precisar recorrer a aditivos”, considerou Maul.

    Química e Derivados, Veloso: linha Meoxal oferece croma intenso com brilho

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    A Merck, outra gigante dos pigmentos de efeito, levou para o encontro do setor os novos produtos da linha Meoxal, lançados há apenas dois meses em âmbito global, o Wahiba Orange, Taklamakan Glod e Atacama Red. “Escolhemos nomes de desertos porque esses pigmentos possuem brilho intenso em vários tons, premiando o trabalho de desenvolvimento iniciado há dez anos”, explicou Francisco Veloso, gerente de marketing para materiais decorativos e de performance da Merck no Brasil.

    A companhia atua há cinquenta anos com pigmentos perolizados, iniciando seus trabalhos com micas utilizadas como substrato e recobrindo-as com óxidos metálicos. “Com o tempo, passamos a usar núcleos sintéticos, que permitem reprodução perfeita das cores e facilidade para produzir efeitos”, salientou. A nova linha Meoxal usa, pela primeira vez, um núcleo de alumínio (tipo silver dollar), coberto por uma camada de passivação sobre a qual se aplicam óxidos metálicos. Nessa configuração, é possível usar os pigmentos em base água ou solvente, sem problemas. “Esses pigmentos podem ser misturados com os outros tipos da Merck para ampliar o leque de cores, sem perder os efeitos”, informou o gerente de marketing.

    Esses pigmentos são fornecidos umectados com carbitol, facilitando a etapa de dispersão, que deve ser feita com velocidade baixa e com o equipamento adequado, para evitar a quebra do material. A recomendação da companhia é de usar 1,5% de pigmento em tintas automotivas e 10% em masterbatches (de qualquer resina).


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