Tintas e Revestimentos

29 de novembro de 2013

Abrafati 2013: Inovações tecnológicas respondem às demandas por eficiência e qualidade

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Abertura solene do maior encontro do setor na América Latina

    Abertura solene do maior encontro do setor na América Latina

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    urante três dias, os participantes da Abrafati 2013 tiveram a oportunidade de encontrar inovações tecnológicas e fornecedores de insumos, os mais diversos, para modernizar e aprimorar a produção de tintas e vernizes. Neste ano, com área ampliada, o conforto aos palestrantes, congressistas, expositores e visitantes registrou melhoria sensível. Nem mesmo o exíguo, embora ampliado, pátio para estacionamento de veículos chegou a causar incômodo.

    A associação do congresso com a exposição de produtos e serviços atraiu interesses de toda a cadeia produtiva, dos laboratórios à produção, sem deixar de lado os setores comercial e administrativo. Nos corredores e estandes, as conversas variavam entre assuntos técnicos diversos, comportamento de mercado e, até mesmo, a decisão do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), favorável aos embargos infringentes em ações penais de competência originária dessa corte, prolatada na quarta-feira, 18 de setembro, para desgosto da imensa maioria dos presentes.

    Essa diversidade de temas reflete a maturidade do setor, que se preocupa com as decisões macroeconômicas tomadas pelos agentes estatais tanto quanto com as pressões de cunho ambiental e a oferta asiática de novos equipamentos e insumos químicos. Do bom equilíbrio entre os diversos fatores envolvidos, depende a sustentabilidade da indústria.

    Química e Derivados, Ferreira: setor obteve avanços notáveis entre 1989 e 2013

    Ferreira: setor obteve avanços notáveis entre 1989 e 2013

    “Verificando os anais do nosso primeiro congresso, em 1989, parece que estávamos na idade da pedra”, comentou Dilson Ferreira, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Tintas (Abrafati). “De lá para cá, a evolução do setor foi muito acentuada, com o apoio do congresso e da exposição: hoje temos normas técnicas de qualidade, responsabilidade social e sustentabilidade”, afirmou.

    Em 1989, o Brasil começou a abrir sua economia, depois de quase 20 anos de restrições às importações. Uma vez aberta a porteira, o fluxo reprimido de desenvolvimentos mundiais engrossou. Com o passar dos anos, a distância com os países desenvolvidos encurtou e também o impacto das novidades apresentadas. “Os desenvolvimentos técnicos e científicos atualmente são feitos aos poucos, de forma incremental. Os grandes saltos tecnológicos demoram até 30 anos para acontecer”, rebateu Jorge Fazenda, coordenador do comitê científico da Abrafati, às críticas de alguns congressistas quanto ao tom “mercadológico” de algumas apresentações. Mesmo assim, ele apontou novidades expressivas nos aditivos para formulações de base aquosa de alto desempenho.

    O fundador e patrono do congresso (do qual decorreu a exposição), Ernst Blumenthal – antigo proprietário da Tintas Globo, parte da qual hoje está com a Sherwin-Williams e a outra parte, de pigmentos, com a Lanxess – prestigiou o encontro setorial. Não perdeu a oportunidade de assistir à apresentação da divisão de pigmentos da Lanxess, que trouxe informações sobre a nova fábrica da companhia em construção na China (em Ningbo), no processo Penniman, com ácido nítrico. “No passado, pensamos em produzir pigmentos vermelhos com esse método em Porto Feliz-SP, mas desistimos por causa da liberação de óxidos nitrosos e de nitrato de amônia”, comentou. “Fiquei curioso para ver como eles lidarão com isso.”

    Química e Derivados, Fazenda e Blumenthal (direita) ressaltam a qualidade técnica do congresso

    Fazenda e Blumenthal (direita) ressaltam a qualidade técnica do congresso

    “Seguiremos todos os requisitos ambientais necessários”, comentou Nitemar Vieira, coordenador do centro de competência de pigmentos da Lanxess para a América Latina. Em sua palestra, ele apontou um mercado de 960 mil t por óxidos de ferro sintéticos em 2011, aos quais se somam outras quase 200 mil t de óxidos naturais. Essa quantidade dos sintéticos é direcionada mundialmente para a construção civil (48%) e para a fabricação de tintas (26%). A Lanxess atende a quase 30% da demanda global pelo pigmento, com fábricas de síntese na Europa, Brasil e China (Xangai, além de Ningbo, em construção). O coração do negócio fica em Krefeld Uerdingen, na Alemanha, que produz óxidos de ferro há 86 anos.

    Em seguida discorreu sobre os métodos mais usados de produção de óxidos sintéticos, Laux, precipitação e Penniman, além do pouco usado Cooperas (a Lanxess não o emprega em nenhuma de suas unidades). “Os chineses usam o Penniman porque ele permite produzir pigmentos vermelhos com tonalidade limpa, conseguindo fazer o vermelho amarelado claro, impossível de alcançar com o Laux”, explicou. Mas os produtores chineses têm problemas com a emissão de óxido nitroso e com as águas residuais, ricas em nitrato de amônia, que funcionam como fertilizantes para as algas dos rios e lagos, causando problemas ambientais. “O processo precisa ser muito bem controlado e ter tratamento adequado dos efluentes”, explicou.


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