Química

12 de setembro de 2013

Abrafati 2013 – Avanços tecnológicos elevam a eficiência das linhas de produção

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Abrafati 2013 - Avanços tecnológicos elevam a eficiência das linhas de produção

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    13º Congresso Internacional de Tintas, com a sua tradicional exposição de fornecedores, terá um clima semelhante ao da cidade que o abriga neste fim de inverno: frio, nublado, mas com possibilidade de abertura de sol e elevação de temperatura. As cores esmaecidas pelo mau desempenho da economia nacional, responsável pelo pífio crescimento das vendas de tintas e vernizes em 2012, seguem com previsão de resultados semelhantes neste ano.

    Química e Derivados, Abrafati 2013 - Avanços tecnológicos elevam a eficiência das linhas de produçãoMesmo assim, a Abrafati 2013 cumprirá com denodo seu papel de apresentar inovações científicas e tecnológicas para o setor, tanto assim que a disputa por espaços na exposição foi acirrada. E a oferta de trabalhos técnicos de qualidade para o congresso ultrapassou o dobro dos 72 selecionados para apresentação oral.

    “O cenário de curto e médio prazo é ruim para a atividade econômica, mas é preciso considerar um horizonte mais dilatado, quando haverá uma recuperação”, ponderou Dilson Ferreira, presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati). Ele salientou que não há nenhuma perspectiva de substituição das tintas e vernizes por algum outro revestimento, e a demanda por esses produtos com certeza existirá ainda por muitos anos.

    Além disso, tempos de crise pedem ajustes, seja para redução de custos, seja para aumentar a eficiência da produção. Há espaço para adotar novas tecnologias que tragam benefícios para o setor e para toda a cadeia produtiva. “É preciso entender que nem sempre o produto mais barato gera o maior benefício econômico. O barato pode sair muito mais caro, no fim das contas”, comentou.

    Ferreira ressaltou a importância da atuação das entidades de classe em momentos econômicos mais difíceis. “É parte de nossa missão comunicar para toda a cadeia produtiva as melhores informações disponíveis com o objetivo de garantir que todos os envolvidos possam tomar decisões com mais segurança”, afirmou. Isso explica a realização do Fórum Setorial, em agosto, com a participação de representantes da indústria de tintas, fornecedores e clientes, a exemplo da indústria da construção civil e do comércio varejista de materiais de construção.

    Química e Derivados, Ferreira: cenário ruim mudará a partir de 2014

    Ferreira: cenário ruim mudará a partir de 2014

    Crescimento fraco – O primeiro semestre de 2013 desafiou toda a cadeia produtiva de tintas com uma forte pressão nos seus custos. “O Brasil tem condições de se recuperar rapidamente a partir deste segundo semestre e em 2014, ano eleitoral”, avaliou Antonio Carlos Lacerda, presidente do conselho diretivo da Abrafati e vice-presidente sênior da Basf. No entanto, ele prevê um primeiro semestre muito ruim para o próximo ano.

    Na sua avaliação, como a população está endividada, especialmente a nova classe média, a demanda das tintas standard cresceu em 2013, com retração do segmento premium. “Quem melhorou de patamar social não volta a comprar tintas econômicas, mas exige qualidade”, comentou. Como efeito colateral, o valor agregado da produção caiu na razão correspondente à troca pelas linhas menos sofisticadas.

    Segundo Lacerda, o desafio da indústria é controlar seus custos. Isso se torna complicado quando o ambiente econômico está cercado de indefinições e instabilidades. A começar pelas mudanças nas tarifas de importação de insumos químicos e chegando às flutuações cambiais imprevisíveis. “Torna-se impossível planejar estoques, produção e atendimento aos clientes”, criticou. A competitividade setorial depende de alíquotas de imposto de importação previsíveis, sem proteções excessivas a título de antidumping, e de uma política de resíduos sólidos compreensível e realista.

    Química e Derivados, Desempenho das Tintas em 2013Além das implicações governamentais, o setor de tintas precisa fazer alguma lição de casa. “O setor tem a obrigação moral de eliminar a presença de metais pesados e de chumbo de todas as suas formulações, como feito pelas linhas imobiliárias”, salientou Lacerda. Além disso, a adoção de sistemas mais sustentáveis é inescapável.

    Ele prevê uma redução de faturamento setorial de 0,4% em 2013, embora os segmentos de tintas automotivas originais e de repintura apresentem elevação de 5% cada um. Para 2014, Lacerda aponta aumento de vendas de 1% a 3%, dependendo da evolução do PIB. (ver tabelas)

    Durante o fórum, o economista e professor Eduardo Gianetti da Fonseca comentou o esquálido crescimento do PIB de 2012, de 0,9% e previu o avanço de 2013 para a faixa de 2% a 2,5%, a ser mantido em 2014, com evolução mais forte apenas a partir de 2015. O economista lamentou o abandono do tripé macroeconômico criado na esteira do Plano Real, com apoio distribuído na austeridade fiscal, câmbio flutuante e autonomia do Banco Central para controlar a inflação. Resulta desse abandono a persistência do baixo crescimento econômico nacional, a pressão inflacionária e a vulnerabilidade externa da economia brasileira.


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