Tintas e Revestimentos

17 de dezembro de 2011

ABRAFATI 2011 – Com demanda garantida, setor busca tecnologias eficazes e sustentáveis

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Química e Derivados, Abrafati 2011, Tintas, Revestimentos,

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    oro privilegiado da cadeia setorial, a Abrafati 2011 coloriu o cenário da indústria de tintas ao apresentar novas plataformas de matérias-primas de fontes renováveis e perspectivas otimistas quanto ao aumento do consumo per capita brasileiro – hoje, em torno de 7,2 litros – para 10 litros, no decorrer dos próximos anos, aproximando-se do consumo de países desenvolvidos, em torno de 15 litros até 20 litros.

    As projeções de crescimento levam em conta investimentos em infraestrutura, novas construções e moradias, e também se baseiam no uso mais intenso de tecnologias verdes de alta performance e sustentabilidade, porém com menor custo.

    Química e Derivados, Abrafati, Antonio Carlos de Oliveira, Tintas, Revestimentos, Abrafati 2011

    Oliveira: é importante criar tecnologia aqui no Brasil

    Os caminhos para o desenvolvimento do setor de tintas e vernizes podem ser trilhados em diferentes direções, concomitantemente, pois “existe um campo aberto para ser ocupado por empresas inovadoras”, como apontou o presidente do conselho diretivo da Abrafati, Antonio Carlos de Oliveira, em discurso de boas-vindas aos participantes da 12ª Exposição Internacional de Fornecedores para Tintas, realizada no Transamerica Expo Center, em São Paulo, de 21 até 23 de novembro.

    As novas frentes acenadas para a cadeia de tintas são realmente promissoras pelo avanço de vários projetos, como a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e a Olimpíada do Rio 2016, dos investimentos em habitações para combater o déficit de moradias, estimado em 23 milhões de unidades até 2022 – capazes de consumir 1,4 bilhão de litros de tintas –, reforço da infraestrutura com a aplicação de mais de R$ 2 trilhões nos próximos dez anos, abrangendo transportes, energia, petróleo e gás, telecomunicações e saneamento.

    As oportunidades também estariam assentadas em projetos alternativos de geração de energia mais limpa e renovável, como a energia eólica e a solar, e na exploração de petróleo no pré-sal, exigindo revestimentos de altíssimo desempenho às condições marítimas.

    “Já é possível enxergar diversas tendências e caminhos a serem seguidos pelas inovações na nossa cadeia. O primeiro deles é a busca de soluções sustentáveis, sintetizadas na expressão going greener.

    O uso de novas tecnologias e processos e a necessidade de fazer mais com menos também estão arrolados, além das novas demandas geradas pelas mudanças climáticas e os processos ligados à inovação, à customização e ao desenvolvimento, que tendem a ser compartilhados e colaborativos, envolvendo muitas vezes aquilo que, no setor automotivo, chamamos de engenharia simultânea”, considerou o presidente do conselho da Abrafati.

    Segundo acentuou Oliveira, a busca da sustentabilidade se tornou um imperativo para a cadeia de tintas, merecendo especial destaque os investimentos em pesquisa e a utilização de matérias-primas de fontes renováveis. “Fazem parte do nosso compromisso, desde já, muitos outros temas, como a utilização racional de recursos, a minimização de riscos na produção e na aplicação, a disponibilização de produtos com zero ou baixo índice de VOC, o gerenciamento adequado de resíduos e de embalagens e a transformação da indústria de tintas numa operação de baixo carbono”, sintetizou.

    Como um dos grandes players do mercado mundial de tintas, quarto maior produtor, atrás apenas dos Estados Unidos, China e Alemanha, “temos também a preocupação de desenvolver mais tecnologia no país, pois, para assumir nova dimensão no cenário global, o país precisa refletir posição também no âmbito do desenvolvimento científico e tecnológico”, considerou Oliveira.

    Mix com sustentáveis – A sustentabilidade é fonte de inspiração e norteia expressiva parcela dos desenvolvimentos apresentados nessa Abrafati. As inovações são inúmeras e partem da Bandeirante Brazmo, Reichhold, Basf, Cytec, Rhodia, Dow, Bayer, Oswaldo Cruz Química, Nitro Química, Colormix, Celanese, Wacker, M.Cassab, entre muitas outras empresas.

    A fim de substituir solventes não sustentáveis, como os hidrocarbonetos, os clorados e os éteres de glicol, a Bandeirante Brazmo desenvolveu um mix de solventes à base de ésteres, alcoóis e de glicerina, para aplicações em tintas para madeiras e metais, para atender os mercados de pintura original e repintura automotiva, linha branca, autopeças, entre outros.

    “Buscamos inovar seguindo o rumo da sustentabilidade, oferecendo alternativas às indústrias de tintas para que promovam a migração para solventes com performance, mas com menor potencial toxicológico e, por conta disso, começamos a produzir, em outubro, solventes mais sustentáveis da linha Bansis Eco, na unidade de Mauá-SP, por enquanto, em escala piloto”, destacou José Carlos Menezes, gerente de mercado da Bandeirante Brazmo.

    Inicialmente fornecidos para testes entre as indústrias do setor, as novas misturas de solventes estão sendo produzidas em seis diferentes grades e em volume total em torno de 1.500 m3, mas já há capacidade instalada para produzir algo em torno de 4 mil m³/mês.

    Para repintura automotiva, o novo thinner desenvolvido pela Bandeirante Brazmo, em comparação com solventes convencionais, alcançou resultados significativos nas reduções de VOC (superior a 50%) e de aromáticos (entre 15% e 54%), conseguindo eliminar a presença de tolueno.

    Em reciclabilidade, os resultados oscilaram entre 43% e 83%, e os conteúdos de matérias-primas de fontes renováveis alcançaram percentuais entre 32% e 50%. Outro dado animador para as indústrias foi a redução de custos obtida com a nova fórmula, superior a 10%, fato que também, de acordo com as expectativas da empresa, deverá estimular a utilização do novo produto em grande escala.

    Na limpeza de autopeças, os upgrades proporcionados com a novidade em matéria de sustentabilidade também foram consideráveis. Reduziu-se em mais de 28% o VOC e entre 29% e 68% o uso de aromáticos. O custo também baixou em mais de 15%, e a fórmula ficou isenta de tolueno. O conteúdo de matérias-primas de fontes renováveis chegou a 43% e a reciclabilidade aumentou entre 20% e 60%.


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