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20 de outubro de 2015

Abiquim: Tecnologias da química ajudam indústria da construção a atender norma de desempenho em edificações

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Publicado por: Quimica e Derivados
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    Química e Derivados, Tecnologias da química ajudam indústria da construção a atender norma de desempenho em edificações em vigor há dois anos, norma técnica regula parâmetros mínimos de desempenho para construções habitacionais. a indústria química fornece soluções para melhorar o desempenho térmico, o isolamento acústico, a durabilidade, a resistência ao fogo, entre outras exigências da abnt.Esta é a terceira matéria da série de reportagens sobre as soluções da indústria química para a construção civil. Nas últimas edições, a Química e Derivados mostrou que as inovações da indústria de produtos químicos podem aumentar a eficiência energética das edificações, reduzindo até 40% do valor da conta de luz, e que a diversificação de materiais nos sistemas construtivos – associando o concreto ao plástico, por exemplo – pode levar à redução das emissões de gases de efeito estufa e ao aumento da produtividade das obras. Para fechar a série, falaremos sobre as colaborações da química para a melhoria do desempenho das edificações. 

    Em vigor há dois anos, norma técnica regula parâmetros mínimos de desempenho para construções habitacionais. a indústria química fornece soluções para melhorar o desempenho térmico, o isolamento acústico, a durabilidade, a resistência ao fogo, entre outras exigências da abnt.

    Adriana Nakamura

    Neste mês de julho, a norma ABNT NBR 15575:2013, que regula o desempenho em edificações habitacionais, completa dois anos em vigor. Dividido em seis partes, o texto da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) define parâmetros de desempenho gerais, requisitos para os sistemas estruturais, de pisos, de vedações verticais internas e externas, de coberturas e hidrossanitários.

    Para especialistas do setor de construção civil, a norma não impôs orientações difíceis de serem cumpridas, apenas regulou um setor que carecia de definições mais objetivas. “Para aqueles que já vinham praticando uma engenharia de qualidade, a norma de desempenho não causou nenhuma surpresa significativa. Só veio a agregar conceitos que até então não estavam muito claros. A partir desse processo, em que se estabeleceram metodologias, critérios e requisitos, criaram-se parâmetros para definir o que é o bom desempenho”, afirma José Maria Paula Soares, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil da Região Noroeste do Paraná (Sinduscon Maringá), entidade associada à Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

    Química e Derivados, Piso com Elastopave®, composto de poliuretano para pisos drenantes com até 87% de permeabilidade.

    Piso com Elastopave®, composto de poliuretano para pisos drenantes com até 87% de permeabilidade.

    A indústria química é uma das fornecedoras de soluções ao mercado da construção para atendimento aos requisitos da norma, principalmente nas exigências referentes à resistência a impactos, segurança contra incêndio e resistência ao fogo, ao desempenho térmico, à isolação sonora e impermeabilidade. Além disso, a norma recomenda privilegiar as soluções que minimizem o consumo de energia, água e matérias-primas. Como já mostramos nas reportagens anteriores desta série publicada por Química e Derivados, o uso de materiais como o poliuretano e o poliestireno expandido (EPS) ajudam no controle térmico das edificações, reduzindo o consumo de energia para refrigeração ou aquecimento do ambiente, além de minimizar o desperdício de água no canteiro de obras. Segundo Flávia Ribeiro, coordenadora de Estratégia para a Indústria da Construção da Basf, microcápsulas aplicadas no dry wall podem reduzir em até 34% o uso do ar condicionado. Também existem pigmentos para tintas com a função de deixar as superfícies mais frias, placas de EPS que garantem até 40% de economia de energia, hiperplastificantes que aumentam a hidratação do cimento, reduzindo o uso de água em até 40%, e pisos drenantes com até 87% de permeabilidade, evitando o empoçamento e possibilitando o aproveitamento da água da chuva. Ainda, a utilização de sistemas construtivos mais leves, proporcionados pelas inovações da química, exige menos matérias-primas para estruturar as edificações.

    Ana Paula Freyre, responsável técnica pela área de Construction and Coatings da Dow no Brasil, ressalta a participação da química na melhoria do desempenho em durabilidade dos materiais utilizados nas edificações, como aditivos e polímeros que deixam a argamassa mais forte e robusta. Também já existem, no mercado de fabricação brasileira, tecnologias de revestimento de alto desempenho, que apresentam resistência a produtos agressivos, impactos e temperaturas extremas. Os parâmetros de impermeabilidade determinados pela ABNT NBR 15575 também podem ser alcançados com revestimentos desenvolvidos pela indústria química. Em relação à segurança contra incêndios, produtos como o Basotect® promovem o isolamento acústico com elevada resistência ao fogo. De acordo com a coordenadora da Basf, Flávia Ribeiro, trata-se de uma espuma orgânica que não emite fumaça escura e tóxica, não propagando chamas em situações de incêndio, atende as normas de segurança ao fogo determinadas pelo Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo e não oferece risco à saúde ou ao meio ambiente, além de ter ação fungistática e bacteriostática.


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