Logística Transporte e Embalagens

19 de abril de 2017

Abiquim: Indústria Química e governo federal trabalham para melhorar o potencial logístico do País

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Publicado por: Quimica e Derivados
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    Modal ferroviário – A malha ferroviária é formada, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), de 2015, por 30.576 km, operados por 17 empresas. Neste modal um dos principais problemas é a diversidade de bitolas, que dificulta a integração entre elas. De acordo com a ANTT, 23.027 km possuem bitola 1, com um metro de distância entre as partes internas das superfícies dos trilhos, e 7.492 km possuem a bitola irlandesa, com 1,6 metro de distância entre as partes internas das superfícies dos trilhos. Ainda há uma quantidade pequena de 500 km de ferrovias formada por trechos mistos, que alternam as duas medidas.

    Outro problema são as invasões nas áreas de domínio das concessionárias. Segundo a Confederação Nacional de Transporte (CNT), existem 355 invasões nas faixas de domínio. O excesso de cruzamentos de ferrovias e avenidas também prejudica o desempenho do modal, por reduzir o nível de segurança e a velocidade média das locomotivas.

    A malha também é inexistente em trechos importantes para atender a indústria química e não existem linhas que liguem os principais polos químicos entre si. A construção do modal foi orientado para grandes volumes de cargas de fácil manuseio e é voltado predominantemente para o transporte de commodities. De acordo com a ANTT, o minério de ferro representa mais de 60% do volume de produtos transportados no modal. Já as cargas de baixos volumes e peculiaridades no tratamento, como os produtos químicos são preteridos pelas empresas operadoras das linhas.

    Segundo análise do “Estudo Estratégico de Logística – II Fase”, para aumentar o uso do modal é necessário investir na conservação das malhas já existentes, além de serem feitas alterações regulatórias que incentivem as concessionárias a transportarem produtos químicos. Também seria necessário o desenvolvimento de um programa de risco por parte da ANTT, que seja comum a todas as concessionárias para mitigação dos impactos causados em casos de acidentes.

    Para Leila Zuccari, a melhora física na estrutura de modais e na infraestrutura de portos e terminais, associada a políticas eficazes e regulamentações e processos administrativos adequados, é fundamental para a competitividade logística, ao impactar positivamente a competitividade da indústria química, assim como de todo o setor industrial do País. “Tendo em vista as dimensões continentais do nosso país e a longa distância entre produtores e consumidores, uma logística otimizada tem um papel muito importante na competitividade das empresas brasileiras. Muitas vezes um produto asiático consegue chegar ao Nordeste com custo logístico menor do que um produto nacional saindo do Sul ou Sudeste do país. É fundamental que o Brasil tenha um plano estruturado de investimentos em infraestrutura logística e que seja focado nas necessidades dos diversos setores que são chave para o crescimento do País, incluindo a indústria química”.

    Além dos ganhos em termos de competitividade interna, as prioridades e propostas contidas no Estudo também podem alavancar as trocas externas de produtos químicos. A efetivação de investimentos logísticos estratégicos e a eliminação de gargalos burocráticos resultarão em diminuição de tempos e custos transacionais, racionalizando o fluxo de comércio exterior e trazendo maiores chances para a inserção competitiva brasileira no mercado global.

    Acordo com a ANTT promove segurança – A Abiquim ainda mantém um acordo de cooperação técnica com a ANTT que estabelece atividades relacionadas a melhorar a segurança no transporte de produtos perigosos. O acordo foi firmado entre a Abiquim e a ANTT em 2015 e, no dia 14 de fevereiro de 2017, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a deliberação nº 33 do Diretor-Geral da ANTT, Jorge Bastos, que estabeleceu sua prorrogação por mais 24 meses a serem contados a partir do dia 19 de março e a inclusão de novos objetivos de trabalho.

    Entre seus objetivos está a difusão do “Estudo Estratégico de Logística – II Fase”, colaborar na formação de competências técnicas em segurança de transporte por meio da participação de profissionais da ANTT nos treinamentos do Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade (SASSMAQ) e do Manual para Atendimento a Emergências com Produtos Perigosos da Abiquim; difusão dos serviços do Pró-Química, que fornece via telefone orientações de natureza técnica em caso de emergências com produtos químicos; difusão do Programa Atuação Responsável, entre outras ações focadas no desenvolvimento do transporte de produtos perigosos.

    É importante lembrar que a regulação no transporte de produtos perigosos está em um momento de transição. A Resolução ANTT 5232/16, publicada no DOU em 16 de dezembro de 2016, substitui a Resolução ANTT 420/2004 e entra em vigor no dia 16 de julho de 2017. A nova resolução apresenta inúmeras alterações e está disponível no site da ANTT.


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