Logística Transporte e Embalagens

19 de abril de 2017

Abiquim: Indústria Química e governo federal trabalham para melhorar o potencial logístico do País

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Publicado por: Quimica e Derivados
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    A estrutura logística brasileira – O mapa “Logística dos Transportes no Brasil”, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relata que a distribuição de ferrovias e hidrovias é reduzida e seu potencial é pouco explorado. O modal rodoviário predomina, com concentração maior nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. A malha rodoviária só não predomina na região amazônica, onde o transporte por vias fluviais é predominante. De acordo com a Confederação Nacional de Transportes (CNT), 61% de toda a carga transportada no Brasil em 2009 usou o modal rodoviário, enquanto 21% passaram por ferrovias, outros 14% pelas hidrovias e terminais portuários fluviais e marítimos e apenas 0,4% por via aérea.

    A malha rodoviária brasileira é formada por 1.720.756 km, segundo o Sistema Nacional de Viação (SNV). A maior parte é formada por rodovias não pavimentadas com 1.351.979 km. O Estado de São Paulo é o que possui a melhor infraestrutura de transportes, contando com a maior quantidade de rodovias e as cidades do interior são conectadas à capital por uma rede que também inclui ferrovias e a hidrovia do Tietê.

    Além de concentrar o tráfego de produtos e de pessoas, o modal rodoviário apresenta oportunidades de melhoria, que beneficiariam empresas e usuários. A Pesquisa CNT de Rodovias 2016 da Confederação Nacional de Transporte (CNT), produzida pelo Serviço Social do Transporte (SEST) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT), analisou o estado geral de 20.036 km de rodovias de gestão concedida e 83.223 km de rodovias sob gestão pública. Entre as rodovias de gestão concedida 4.252 km ou 21,3% estão em condições consideradas regular, ruim ou péssima. Entre as rodovias de gestão pública avaliadas, 55.913 km ou 67% estão em condições consideradas regular, ruim ou péssima, sendo que 24.065 km das rodovias sob gestão pública, equivalente a 28,9%, estão em estado ruim ou péssimo.

    Pelos dados levantados no “Estudo Estratégico de Logística – II Fase” da Abiquim, após entrevistas e análises é possível constatar que, por ter uma infraestrutura inadequada, transporte ineficiente e sem atendimento a rotas com nível de serviço mínimo, o transporte nos modais ferroviário e aquaviário não supre as necessidades da indústria química, dessa forma a logística de produtos químicos se concentra nas rodovias. O modal é o mais utilizado independente da distância percorrida. Para as longas distâncias foram priorizados os modais de grande escala (aquaviário e ferroviário).

    Modal aquaviário – Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) o Brasil possui 235 instalações portuárias, considerando as instalações públicas e privadas, sendo elas marítimas ou fluviais.

    A indústria química nacional se caracteriza pela multicentricidade, quatro dos principais polos químicos do país: Paulínia-SP, Polo do Grande ABC-SP, Triunfo-RS e Camaçari-BA estão em uma distância de até 3.100 Km entre os dois extremos, Rio Grande do Sul e Bahia. Essa característica indica que o transporte aquaviário deveria ser mais usado.

    Alguns dos principais polos químicos do país estão localizados próximos a terminais portuários como o Polo Industrial de Cubatão, a 20 km do Porto de Santos; o Polo Petroquímico de Camaçari, localizado a cerca de 50 km do Porto de Salvador/Aratu; o Polo Petroquímico de Paulínia, localizado a 250 km do Porto de Santos; e o Polo Petroquímico de Triunfo, localizado a 350 km do Porto de Rio Grande. Assim como as ferrovias, as hidrovias são predominantemente utilizadas para transporte de commodities, como minérios e insumos agrícolas, que segundo o IBGE são produtos de baixo valor agregado, cuja produção e transporte em escala trazem competitividade.

    Os problemas desse modal incluem a escassez de infraestrutura para acostagem, falta de profundidade necessária para atender integralmente a frota de navios atual. Existem, ainda, atrasos na execução das obras e falta de planejamento para dragagens de manutenção nos portos em geral, baixa oferta de serviços e a falta de competição. Dificuldades no processo de licenciamento ambiental com solicitações de estudos complementares imprevistos; que são ainda piores para a indústria química, pois como as obras são para armazenagem e manuseio de cargas perigosas, aumenta-se o receio por parte dos órgãos, e o tempo para licenciamento.

    Para aumentar o uso do modal, segundo o “Estudo Estratégico de Logística – II Fase”, é necessário investir no aumento da capacidade de cais no Porto de Santos e no porto de Aratu, além de ampliar a infraestrutura de carga e descarga e o acesso ferroviário ao Porto de Santos, entre outros. Já entre as ações regulatórias, é preciso estruturar e monitorar as operações de atracação dos navios no Porto de Santos e no Porto de Aratu. Essa formalização e fiscalização das atracações reduziria os atrasos causados por interferências na ordem das atracações das embarcações.


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