Logística Transporte e Embalagens

19 de abril de 2017

Abiquim: Indústria Química e governo federal trabalham para melhorar o potencial logístico do País

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Publicado por: Quimica e Derivados
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    Química e Derivados, O modal rodoviário ainda é predominante no transporte químico

    O modal rodoviário ainda é predominante no transporte químico

    Intercâmbio de informações entre a indústria e o poder público visa aprimorar os modais rodoviário, ferroviário e aquaviário no transporte de produtos químicos

    A indústria química movimenta atualmente 132 milhões de toneladas de produtos no Brasil, somando os fluxos de vendas internas, importação e exportação, e seria uma das beneficiadas pela melhora estrutural e desburocratização de processos, que tornariam o escoamento da produção mais ágil e ao mesmo tempo mais seguro para todos os usuários.

    Com o objetivo de melhorar a infraestrutura logística para o transporte de produtos químicos, a Abiquim e a Empresa de Planejamento e Logística S.A. (EPL) – estatal dedicada a estruturar e qualificar, por meio de estudos e pesquisas, o processo de planejamento integrado de logística no país – firmaram um acordo de cooperação técnica. O termo foi assinado pelo presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, e pelo diretor presidente da EPL, José Carlos Medaglia Filho, no dia 15 de fevereiro, durante a cerimônia de posse da nova comissão executiva da Frente Parlamentar da Química, realizada no Congresso Nacional.

    Química e Derivados, Medaglia (EPL) assina o termo, ladeado por Figueiredo (Abiquim) e o deputado João Paulo Papa (dir.)

    Medaglia (EPL) assina o termo, ladeado por Figueiredo (Abiquim) e o deputado João Paulo Papa (dir.)

    A Abiquim e a EPL intercambiarão informações, incluindo o mapeamento, planejamento, elaboração e avaliação de soluções de infraestrutura, operacionais e regulatórias para o desenvolvimento da logística de transportes no país, com foco no setor químico. A parceria é resultado das ações do Grupo de Trabalho de Logística, formado por membros da Abiquim e do Governo Federal, que foi proposto pelo então ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, durante audiência realizada em 1º de abril de 2015, com a presença da Abiquim e da Frente Parlamentar da Química.

    O “Estudo Estratégico de Logística – II Fase” da Abiquim foi produzido ao longo de 2016 pela consultoria Leggio. O estudo apresenta um mapa com fluxos logísticos dos produtos químicos na rota Nordeste-Sudeste, organiza demandas do setor para otimizar a logística de modo a reduzir seu impacto na competitividade e destaca a importância de desenvolver modais com maior capacidade de carga para tornar o transporte mais seguro e competitivo.

    As informações do estudo subsidiarão o Plano Nacional de Logística Integrada (PNLI) da EPL nas ações prioritárias para o setor. O PNLI tem por objetivo elaborar o planejamento estratégico para otimizar a movimentação de cargas com o uso dos diferentes modos de transporte, utilizando as ferrovias, a cabotagem e as hidrovias interiores como sistemas de alta capacidade, integrados à malha rodoviária regional de forma sinérgica e harmônica.

    Química e Derivados, Leila: infraestrutura logística requer plano de investimentos

    Leila: infraestrutura logística requer plano de investimentos

    Segundo Leila Zuccari, gerente de logística do Grupo Solvay na América Latina e coordenadora da Comissão de Logística da Abiquim, a parceria com a EPL do ponto de vista da indústria química é fundamental na busca de soluções viáveis para os diversos problemas encontrados na logística nacional, que ainda está longe dos padrões internacionais. “Temos a consciência de que alguns problemas são complexos e/ou exigem altos investimentos. Outros, porém, podem encontrar solução mais rápida, tais como a viabilização e a ampliação do transporte ferroviário para os produtos químicos nas linhas atuais, as licitações e regularizações das licenças dos terminais para granéis líquidos em Santos-SP e a desburocratização de processos administrativos, entre outros. Este trabalho próximo, com diálogo aberto, permitirá dar ao governo, de forma dinâmica, uma visão clara dos pontos críticos e prioritários para o setor, assim como permitirá à indústria química conhecer as diretrizes e planos do governo, e trabalhar de forma conjunta na sua elaboração e construção das soluções desejadas”.


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