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19 de novembro de 2015

Abiquim: Cloro, a descoberta do milênio

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Publicado por: Quimica e Derivados
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    Química e Derivados, Gibi da Mônica – Trecho de revista criada e produzida nos Estúdios Maurício de Sousa, em parceria com Abiclor e Clorosur.

    Gibi da Mônica – Trecho de revista criada e produzida nos Estúdios Maurício de Sousa, em parceria com Abiclor e Clorosur.

    Texto: Adriana Silva Nakamura

    O primeiro uso do cloro para desinfecção da água aconteceu no século XIX, em meio a uma epidemia de tifo na Inglaterra, quando se descobriu seu efeito bactericida. Nos Estados Unidos, a primeira cidade a clorar a água com sucesso foi Chicago, em 1908. No Brasil, a cloração foi iniciada em 1926 pela antiga Repartição de Águas e Esgotos de São Paulo, na capital, e, no Rio de Janeiro, a prática começou em 1934.

    O cloro, hipoclorito de sódio ou água sanitária – dependendo da concentração de cloro ativo – é até hoje um dos mais conhecidos produtos químicos usados no tratamento da água. De acordo com o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor), Martim Afonso Penna, a vantagem em se tratar a água com cloro em detrimento de outros processos como a ozonização e o tratamento com ultravioleta é o poder residual. Penna explica que essa característica garante que a água que sai da estação de tratamento não será contaminada até o consumo, seja por problemas na tubulação, caixas d’água não higienizadas corretamente, ou mesmo copos ou vasilhames contaminados.

    De acordo com a Portaria No 2.914 de 2011, a água deve conter um teor mínimo de cloro residual livre de 0,5 mg/L. O diretor-executivo da Abiclor explica que nessa concentração o produto não é prejudicial à saúde. “Acreditamos que 98% de toda a água tratada no mundo é desinfetada com cloro. A filtração da água e a adição de cloro para desinfecção foi considerada uma das cem maiores contribuições da humanidade para o milênio que se encerrou”, lembra Penna. Apenas nos municípios onde a Sabesp opera, no Estado de São Paulo, o consumo de cloro para tratamento de água é de aproximadamente 1,3 mil toneladas por mês e, de hipoclorito de sódio, em torno de 2,3 mil toneladas por mês, conforme dados fornecidos pelo químico do Departamento de Qualificação e Inspeção de Materiais e Equipamentos da Sabesp, Mercedino Carneiro Filho.

    Apesar de um dos usos mais nobres do cloro ser a desinfecção, o percentual do produto produzido que vai propriamente para o tratamento de água é muito pequeno. De acordo com o mais recente relatório da Abiclor, 3% da produção nacional de cloro foi destinada ao tratamento de água em 2013. Os grandes consumidores do produto são as indústrias de PVC e de poliuretanos.

    Adriana Silva Nakamura é jornalista e assessora de comunicação da Abiquim



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