Economia

14 de julho de 2015

Abiquim 50 anos: Soluções da química promovem eficiência energética em edificações

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Publicado por: Quimica e Derivados
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    Química e Derivados, Abiquim 50 anos: Soluções da química promovem eficiência energética em edificações

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    Substituir o cimento por estruturas feitas de materiais como poliuretano e poliestireno expandido pode baixar conta de luz em 40%

    Texto: Adriana Nakamura

    A indústria química fornece matérias-primas e produtos para a quase totalidade dos setores produtivos. Mais de 95% de tudo o que é produzido no país, da agricultura ao aeroespacial, precisa de produtos químicos. Por ser uma indústria de alta tecnologia, propulsora de inovação, é na química que uma variedade de cadeias de valor busca soluções mais sustentáveis. Em uma série de artigos, a Abiquim apresentará três enfoques sobre como a química pode tornar as construções civis mais verdes. Nesta edição, o recorte é eficiência energética.

    Química e Derivados,Sanduíche de espuma rígida de PU tem propriedades isotérmicas

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    Sob os holofotes da mídia e causando preocupação nas casas e indústrias brasileiras neste ano está o medo da falta d’água. O Brasil, território com vasta rede de bacias hidrográficas, muito se aproveitou do recurso, tão abundante, para a produção de uma energia mais limpa do que a de muitos países, construindo sua matriz energética sobre a dependência da força da água para girar as turbinas e transformar energia potencial em elétrica para iluminar, aquecer, resfriar e movimentar o País.

    No entanto, com a ameaça de escassez de água devido à seca que vem atingindo o Brasil, fica difícil não temer também a falta de energia. De acordo com o professor titular do Departamento de Energia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), José Antonio Perrella Balestieri, a geração, distribuição e transmissão de energia elétrica no Brasil estão bem equacionadas, mas essa segurança só será mantida com as instalações existentes caso o país continue com a economia estagnada. “À medida que o Brasil voltar a crescer, serão necessárias novas instalações de geração de energia para fazer frente ao aumento da demanda”, afirma o professor. De acordo com Perrella Balestieri, um empreendimento de geração de energia demora no mínimo um ano e meio para entrar em funcionamento. Embora existam previsões para o ingresso de novas centrais de geração, na opinião do professor, as instabilidades financeiras pelas quais passa o país podem ameaçar suas implementações, que são de alto custo.

    O professor não é o único especialista com essa preocupação. O diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, também afirma categoricamente: “somente não houve ainda racionamento de energia porque o Brasil parou de crescer”. Na avaliação de Pires, há ainda outro fator que evitou um cenário pior para o fornecimento de energia em 2015, que ele chama de “racionamento econômico”, ou seja, o aumento das tarifas de energia para o consumidor. “É pouco provável que tenhamos racionamento neste ano, mas o problema só foi adiado para 2016. Se a economia brasileira crescesse 2% ao ano, não haveria energia suficiente. Se nada for feito, não conseguiremos retomar o crescimento econômico por falta de energia”, analisa.

    Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a capacidade dos reservatórios mais importantes (em quantidade de água), que são os localizados no Sudeste e Centro-Oeste, representando cerca de 70% do total do país, chegaram ao final de abril – fim do período úmido – com apenas 33% de sua capacidade preenchida. Quanto à carga da demanda, variou para baixo, porém muito pouco: cerca de 5% entre janeiro e abril deste ano. Esses números mostram que não apenas existe uma oportunidade para o crescimento do mercado de edificações sustentáveis, mas há uma necessidade latente pela redução do consumo energético.


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