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31 de dezembro de 2014

Abiquim 50 anos: Êxitos do passado estimulam a preparar o futuro do setor

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    Química e Derivados, Sede atual ocupa andar em moderna torre empresarial

    Sede atual ocupa andar em moderna torre empresarial

    Texto de Hamilton Almeida e fotos do arquivo da Abiquim

    A história do desenvolvimento recente da indústria química no Brasil se confunde com a trajetória da Associação Brasileira da Indústria Química. A Abiquim nasceu há 50 anos para representar a categoria em fóruns internacionais e ser o seu interlocutor junto aos governos federal e estaduais. Nesse período, uma grande expansão aconteceu com a construção de polos petroquímicos, maciços investimentos – cerca de US$ 40 bilhões somente nos últimos 20 anos – e novas tecnologias de produção. O perfil da indústria mudou com as privatizações, nos anos 1990. No início do século XXI, o setor se reestruturou e o crescimento continuou.

    Com a participação da Abiquim, fundada em junho de 1964, ergueu-se a sexta maior indústria química do planeta, com um faturamento líquido de US$ 162,3 bilhões no ano passado. O país está atrás apenas da China, Estados Unidos, Japão, Alemanha e Coréia do Sul. A 7ª economia do mundo possui 976 fábricas de produtos químicos de uso industrial cadastradas no Guia da Indústria Química Brasileira.

    Mas, nem tudo são flores. As importações crescentes causam um grande desequilíbrio na balança comercial, que é responsável pela retração de investimentos no mercado interno, pelo menor nível de emprego etc. Por outro lado, o custo Brasil corrói a competitividade setorial.

    Mesmo navegando em meio hostil, não faltam razões para apostar num futuro promissor. A disponibilidade cada vez maior de matérias-primas, como petróleo e gás natural, deverá servir de base para o crescimento da indústria petroquímica. Dados da Petrobras e do Ministério das Minas e Energia indicam que o país tem potencial para subir do 11º lugar na produção mundial de petróleo, em 2013, com 2 milhões de barris/dia, para a sexta posição, em 2030, com 6 milhões de barris/dia. Em 2013, as reservas brasileiras totalizavam 25,2 bilhões de barris. A produção de gás natural, que foi de 77 milhões de m3/dia, no ano passado, poderá atingir 143 milhões m3/dia em 2022. Com os investimentos previstos, é possível chegar a 250 milhões m3/dia em 2030.

    A era do pré-sal e do gás natural está logo à frente. E o Brasil, que possui a maior biodiversidade do mundo, está muito bem posicionado também diante da “onda verde”, que está apenas começando. Na produção de químicos com base em matérias-primas renováveis, utilizam-se como insumos a celulose, o açúcar, os óleos vegetais e o amido; no caso de produtos de origem animal, o sebo bovino. Outras matérias-primas também disponíveis são as de origem mineral, como o quartzo, utilizado na produção de silicones; o lítio, na fabricação de baterias; e as terras raras, na produção de catalisadores e outros. Todos esses insumos estão disponíveis no Brasil em condições competitivas. Segundo a Abiquim, cabe ao governo estabelecer uma política industrial para agregar valor aos recursos naturais do país.

    Comissões – As ações da Abiquim estão alicerçadas no trabalho de dez comissões setoriais e 19 temáticas, estruturadas para atender as demandas das 179 empresas associadas, entre sócias-efetivas (132 indústrias) e sócias-colaboradoras (47). Setoriais: Colas, adesivos e selantes; Corantes e pigmentos; EPS (poliestireno expandido); Insumos para borracha; Poliuretanos; Produtos químicos para couros; Resina poliéster insaturada; Resinas termoplásticas (Coplast); Saneamento e tratamento de água; e Silicones.

    Temáticas: Assuntos aduaneiros e de facilitação de comércio exterior; Assuntos jurídicos e tributários; Atendimento a emergências; Comércio exterior; Consultiva do Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade (Sassmaq); Diálogo com a comunidade; Economia; Gerenciamento de produto; Gestão do Atuação Responsável; Imagem e comunicação; Logística; Meio ambiente e sustentabilidade; Parceiros do Atuação Responsável; Proteção empresarial; Recursos humanos; Segurança de processos; Segurança, higiene e saúde do trabalhador; Suprimentos; e Tecnologia.

    Em plena maturidade, a Abiquim elabora desde estatísticas do setor a estudos específicos sobre atividades e produtos. Também acompanha as mudanças na legislação e assessora as empresas associadas em assuntos econômicos, técnicos e de comércio exterior. Em nível nacional, é responsável pela coordenação do Programa Atuação Responsável e pela operação do Pró-Química, além de administrar o CB-10 – Comitê Brasileiro de Normas Técnicas da ABNT.

    A entidade integra diversos fóruns nacionais e internacionais, como o Conselho da Indústria Química do Mercosul (Ciquim) e o Conselho Internacional das Associações da Indústria Química (ICCA). Tem assento nos grupos de Liderança e de Advocacy de Energia e Mudanças Climáticas e de Política de Segurança Química e Saúde Humana do ICCA.

    Representa o ICCA e a indústria química brasileira no Strategic Approach to International Chemicals Management/Grupo Latino-Americano e Caribe (SAICM/Grulac); participa da Organização para Proibição de Armas Químicas (OPCW/Opaq); é membro do Conselho Nacional de Segurança Química (Conasq) e da Comissão Técnica do Plano Indústria (CTPIn) sobre Mudanças Climáticas, coordenados pelo Ministério do Desenvolvimento Industrial e Comércio Exterior e pelo Ministério do Meio Ambiente, além de integrar conselhos e grupos de trabalho junto a organismos e entidades privados, como o Conselho Temático de Meio Ambiente da CNI (Coema), o Conselho Superior de Meio Ambiente da Fiesp (Cosema), a Coalizão Empresarial para Patrimônio Genético, o GT Intersetorial sobre Produção e Consumo Sustentáveis, entre outros.


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