Logística Transporte e Embalagens

17 de abril de 2012

Distribuição – Em fase de expansão, setor promove mudanças e recebe novos players

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Distribuição de Produtos Químicos

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    distribuição de produtos químicos no Brasil ganhou força, assumindo responsabilidade sobre maior parcela desses insumos fornecidos para clientes industriais nos últimos anos. Embora a atividade produtiva nacional tenha apresentado uma retração, quando comparada à de outros centros econômicos globais, a situação ainda é alentadora. Tanto assim que, no ano passado, a poderosa Univar fincou sua bandeira no país, ao comprar a Arinos Química.

    O grupo M.Cassab, por sua vez, decidiu consolidar seus negócios no ramo químico, formando uma unidade de negócios com faturamento de R$ 628 milhões em 2011. O comando opera-cional da área química foi transferido em janeiro deste ano aos cuidados de Fernando Rafael Anselmo Abrantes, como diretor superintendente. Os acionistas, entre eles o empresário Victor Cutait, cuidarão do planejamento de longo prazo. Com a mudança, a M.Cassab anunciou a construção de um centro de distribuição próprio e atualizado em Cajamar-SP, no qual serão investidos entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões (sem contar o valor do terreno de 145 mil m²), para atender às necessidades da empresa pelos próximos cinco anos.

    A quantiQ segue sua adaptação à estrutura da proprietária Braskem e conta com novo presidente, Armando Bighetti, com longa carreira no setor, que inclui passagem por várias unidades de negócio da Dow Química, Polietilenos União, Quattor e na própria Braskem. Seu antecessor, Edson Terra, assumiu outras responsabilidades no grupo. A maior distribuidora nacional agora terá concorrentes ávidos pela posição.

    Evolução sensível – As estatísticas da Associação Brasileira dos Distribuidores de Produtos Químicos e Petroquímicos (Associquim) mostram que a atividade comercial efetuou 11,22% das vendas químicas no Brasil em 2010, com um faturamento equivalente a US$ 5,507 bilhões. Em 2002, a distribuição lidava com apenas 5,99% das vendas nacionais de insumos químicos.

    As estimativas da entidade setorial apontam para um crescimento de 13,2% nas vendas em dólares para 2011, em relação a 2010. Isso, porém, foi alcançado com redução de margens. O faturamento em reais deve ter crescido 11,5% no ano passado, que registrou uma sensível e anormal redução de negócios entre julho e dezembro, período tradicionalmente forte em vendas.

    “Nossa expectativa para 2012 é a de alcançar um crescimento menor que o de 2011, porém sustentável”, comentou o presidente da Associquim, Rubens Medrano. O primeiro trimestre do ano apresentou uma queda de 8% em volumes negociados em relação ao mesmo período de 2011. O dirigente considera o resultado típico de início de ano e espera uma reversão de tendência para os próximos meses.

    As medidas de incentivo ao setor industrial devem apresentar alguns efeitos, pequenos, no segundo semestre, e foram recebidas com apatia. “As medidas anunciadas são pontuais e limitadas a poucos setores, entendemos que o Brasil precisa de mudanças de longo prazo e muito mais amplas, com reformas estruturais”, criticou Medrano. Além disso, a adoção de práticas protecionistas temporárias serve apenas de paliativo. O dirigente salienta que a indústria de transformação é o grande cliente da distribuição química, daí a importância de garantir sua competitividade no longo prazo.

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    Medrano: formação de pessoal é a prioridade atual do setor

    Ao mesmo tempo, existe o temor da implantação de entraves à importação de produtos químicos, com resultados desastrosos. “A distribuição é parceira da indústria química nacional, nós só importamos aquilo que não é produzido no país, ou é oferecido em quantidade insuficiente para suprir a demanda”, afirmou Medrano.

    A postura oficial de desvalorizar o real em relação ao dólar também merece avaliação cautelosa. “No conjunto, essas medidas geraram uma forte instabilidade na taxa cambial, o que é muito ruim para um setor fortemente dolarizado, pois provoca uma intranquilidade que afugenta investidores”, avaliou.

    Ante o fechamento de unidades de produção química no Brasil – o mais recente foi a planta de TDI da Dow, em Camaçari-BA –, Medrano observa o aumento das importações da distribuição. “Aquela relação histórica de 70% das vendas com produtos locais e 30% com importações agora está perto de 60/40”, comentou. Isso se tornou possível com o amadurecimento das distribuidoras, que valorizam cada vez mais o conhecimento e a especialização da sua força de trabalho. Segundo Medrano, o setor já investiu o bastante para ter uma boa estrutura física, por isso a prioridade atual é a formação de pessoal.

    A Associquim oferece cursos específicos sobre temas ligados à tributação, meio ambiente, logística e aspectos regulatórios. “Estamos consultando os associados para identificar necessidades”, afirmou. Quanto à possibilidade de criar cursos mais longos sobre comércio químico, o dirigente afirma que já existem especializações e MBAs (mestrado em administração de negócios) de alta qualidade no país, embora não sejam voltados para o setor.

    A entidade também se esforça para mostrar o papel diferenciado do comércio químico, atendendo basicamente as indústrias e, por isso, exigindo tratamento tributário coerente. “Deveríamos receber o mesmo tratamento dos produtores”, considerou. Isso ficou claro na questão dos solventes. Nesse segmento, submetido ao regime de substituição tributária (o imposto é recolhido no início da cadeia produtiva, estimando o fisco a agregação de valor subsequente), as operações entre produtores e indústrias consumidoras ficavam livres desse regime. Porém, quando um distribuidor recebia solvente, ele já vinha com o imposto cheio na nota. “Depois de muito esforço, conseguimos mostrar que os nossos clientes também são indústrias e que aquele tratamento era indevido”, afirmou.


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