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16 de fevereiro de 2016

Abrafati – Qualidade: Benefícios para o consumidor e para todo o mercado

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Publicado por: Quimica e Derivados
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    A Abrafati conduz uma série de programas e ações que têm por objetivo a busca do desenvolvimento setorial sustentável. Essas iniciativas desempenham papel chave na construção do futuro da cadeia de tintas, que evolui e se renova continuamente. Ao mesmo tempo, representam uma significativa contribuição para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Em uma série de artigos, a Associação apresentará um resumo dos avanços dos últimos 30 anos e do que está por vir, relacionados a temas essenciais como o desenvolvimento tecnológico, a sustentabilidade, a melhoria da qualidade e a competividade. Nesta edição, o tema é a preocupação constante com a qualidade das tintas e com o ordenamento do mercado, beneficiando o consumidor e fomentando a concorrência leal.

    Química e Derivados, Abrafati - Qualidade: Benefícios para o consumidor e para todo o mercadoA preocupação em combater a não conformidade técnica e em estabelecer parâmetros confiáveis para a avaliação das tintas sempre foi um dos objetivos centrais da Abrafati, desde a sua criação. Esse tema se manteve em forte evidência ao longo dos anos, resultando, no início da década passada, na criação e implantação do Programa Setorial da Qualidade – Tintas Imobiliárias (PSQ).

    Química e Derivados, Abrafati - Qualidade: Benefícios para o consumidor e para todo o mercado“O PSQ é um divisor de águas no mercado brasileiro de tintas. A partir dele, surgiu uma nova realidade, que beneficia diretamente o consumidor, ao reduzir o espaço para a atuação de quem produz intencionalmente tintas não conformes”, afirma Dilson Ferreira, presidente-executivo da Abrafati. O programa teve papel decisivo para que a qualidade das tintas entrasse definitivamente na agenda dos fabricantes, fornecedores, revendedores, especificadores, compradores, construtores, arquitetos, pintores e outros públicos, incluindo os consumidores finais. Esse processo que fez a exigência por tintas de qualidade ganhar força vem sendo gradual e segue em evolução.

    Deve ser destacado, nesse processo de transformação que vem beneficiando todo o setor de materiais de construção, o papel catalisador desempenhado pelo PBQP-H – Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat. Na comemoração dos 10 anos de PSQ – Tintas Imobiliárias, a arquiteta Maria Salette Weber, coordenadora-geral do PBQP-H, afirmou que essa iniciativa foi aos poucos trazendo uma evolução para todos os elos da cadeia produtiva, principalmente para os fabricantes. “Puderam ser percebidos, ao longo desse processo, os benefícios que o investimento em conformidade e gestão traz para os envolvidos. Ao mesmo tempo, ocorreu a incorporação da qualidade como um aspecto considerado prioritário pelo governo”, explicou.

    Um dos resultados muito expressivos do PSQ foi a transformação no panorama do setor, que conta atualmente com quase 90% do volume de tintas imobiliárias vendidas no Brasil atendendo aos requisitos mínimos de qualidade. Esse percentual continua crescendo, com o ingresso de novos fabricantes no PSQ, juntamente com a retirada do mercado e o ajuste de marcas não conformes. “Queremos continuar avançando, ampliando esse percentual para números cada vez mais próximos de 100% e estabelecendo novos níveis de qualidade, que estimulem e ao mesmo tempo reflitam a inovação e o desenvolvimento tecnológico”, disse Dilson Ferreira.

    NORMATIZAÇÃO FOI FUNDAMENTAL

    Ao longo dos últimos anos, foram criados parâmetros claros, concretos e científicos de avaliação das tintas imobiliárias, com a publicação de mais de três dezenas de normas ABNT (NBR) e a revisão posterior de várias delas, refletindo a evolução do mercado e da tecnologia. Com isso, foram padronizadas as metodologias de ensaios e – mais importante – definidos os requisitos mínimos de performance ou especificações mínimas de qualidade. Quatro dessas normas se destacam justamente por serem de especificação: uma para tintas látex foscas de cor clara, outra para massas niveladoras, a terceira para esmaltes brilhantes/tinta óleo e a quarta para vernizes brilhantes à base de solvente para uso interior.

    O trabalho de avaliação técnica, amparado por essas normas, envolveu a coleta e análise de cerca de milhares de amostras de tintas, sendo realizados mais de 30 mil ensaios de desempenho. “São números muito significativos, que envolvem o monitoramento contínuo de dezenas de marcas de tintas, de fabricantes que participam ou não do PSQ. Isso nos permite ter um retrato fiel e sempre atualizado da situação do mercado”, explica Gisele Bonfim, coordenadora do PSQ – Tintas Imobiliárias.

    Outro aspecto determinante para o ordenamento do mercado foi o estabelecimento de requisitos mínimos de qualidade para diferentes níveis de classificação das tintas (Econômicas, Standard e Premium) e diferentes produtos. Somado a isso, está o segundo grande diferencial dos PSQs: é a empresa que se qualifica, ou seja, todos os seus produtos devem atender as normas. “Com esse modelo, não existe a possibilidade de uma empresa qualificada fabricar produtos que não atendam aos requisitos mínimos”, assinala Gisele Bonfim.


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