Economia

28 de dezembro de 2015

Fenasan: Encontro técnico discute como suprir as cidades durante a seca

Mais artigos por »
Publicado por: Hamilton Almeida
+(reset)-
Compartilhe esta página

    Química e Derivados, Fenasan: Encontro técnico discute como suprir as cidades durante a seca

    A produção de água potável nas cidades da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) caiu 28% desde janeiro de 2014, reduzindo, consequentemente, o faturamento da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Em pleno período de seca, a quantidade de água nos reservatórios que abastecem o Estado é baixíssima. Apesar dos reveses, as simulações efetuadas pela companhia não apontam para um cenário de esgotamento de estoques e de rodízio de água em 2015.

    Química e Derivados, Kelman: prefeituras devem evitar projetos extravagantes

    Kelman: prefeituras devem evitar projetos extravagantes

    Esta mensagem foi transmitida pelo presidente da Sabesp, Jerson Kelman, durante a conferência magna do 26º Congresso Nacional de Saneamento e Meio Ambiente/Congresso Técnico AESabesp, realizado em paralelo à Fenasan, de 4 a 6 de agosto. Há apenas sete meses no cargo, ele se queixou do “contínuo bombardeio” que as iniciativas da Sabesp vêm sofrendo. Enfatizou que a crise de 2014 não podia ser prevista, assim como não se consegue prever se vai chover mais ou menos em 2015 e em 2016.

    Entre as obras que estão sendo feitas para contornar a maior crise hídrica da história, estão: interligação Rio Grande – Alto Tietê, que deverá estar concluída em setembro e representará volume de água suficiente para mais de um milhão de pessoas – porém havia sido prometida para maio; ampliação da ETA Alto da Boa Vista (tecnologia de membranas ultrafiltrantes na ampliação do sistema Guarapiranga), interligação rio Guaió – Alto Tietê (para reduzir a dependência do sistema Cantareira), nova adutora do ABC, novo sistema São Lourenço (“maior obra de abastecimento em execução no país”), interligação Jaguari-Atibainha, e instalação de 29 reservatórios metálicos em 16 cidades da região Metropolitana de São Paulo.

    Kelman disse que está na hora de reprogramar o orçamento da Sabesp e aventou a possibilidade de se rever o valor da tarifa mínima e vender alguns bens. Atualmente, quem consome até 10 m3 por mês paga o mesmo valor. O ideal, ele imagina, seria pagar um custo de conexão mais o consumo real. Trabalhando na elaboração de um planejamento estratégico, defendeu que os contratos e programas com as Prefeituras não contenham “extravagâncias” e nem reflitam uma política de lucro a qualquer custo. Entre as extravagâncias, citou fazer tratamento terciário de esgoto em municípios que não têm coleta completa.

    Kelman afirmou ainda que a Sabesp tem diminuído as perdas à taxa de 1% ao ano “e talvez se possa acelerá-la”. O índice de perdas foi de 29,8% no ano passado, considerando vazamentos, fraudes, inadimplência e ligações irregulares. Para diminuir os índices a Sabesp vem realizando, desde 2007, reparos, combate a fraudes, substituição de redes, ramais e hidrômetros e intensificação da gestão de pressão da água nas redes. Os investimentos previstos para o período 2009-2020 são de R$ 6,7 bilhões. O Brasil ocupa a 20ª posição em um ranking de 43 países, conforme levantamento do IBNET – International Benchmarking Network for Waterand Sanitation Utilities, que utiliza dados de 2011: perda de 39% da água tratada.

    Química e Derivados, Ramos: dessalinização dá água para 10% da população mundial

    Ramos: dessalinização dá água para 10% da população mundial

    Dessalinização – No encontro técnico AESabesp, cujo tema central foi “A crise da água e suas consequências no século XXI”, especialistas discutiram a dessalinização como alternativa de abastecimento em determinadas regiões. Pelos dados apresentados por Renato Ramos, diretor comercial da Dow e vice-presidente da Associação Latino-americana de Dessalinização e Reuso (Aladyr), a tecnologia é exitosa: há 16 mil plantas em 150 países, que abastecem 700 milhões de pessoas com 85,2 milhões m3/dia. “Uma em cada dez pessoas do planeta consome água oriunda dessa alternativa”, pontuou. A própria Sabesp tem duas plantas, dedicadas à remoção de sais de fluoreto.

    Emílio Gabrielli, diretor da Toray Membranas, frisou que a dessalinização vem crescendo em todo o mundo desde os anos 1980 e a perspectiva é que haja “uma explosão no número de plantas”. Afirmou que o custo da dessalinização e do reúso já ficaram mais baratos e confiáveis. E acrescentou: “custa mais purificar água de má qualidade do que a dessalinização”.


    Página 1 de 612345...Última »

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *