Economia

30 de julho de 2004

20ª edição da Fispal: Feira gera negócios de R$ 4,8 bilhões

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Publicado por: Quimica e Derivados
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    Química e Derivados: Fispal: fispal_abre. ©QD

    Química e Derivados: Fispal: Embaladora vertical Ultra Sachet. ©QD Foto - Cuca Jorge

    Embaladora vertical Ultra Sachet.

    Realizada entre os dias 1 e 4 de julho, em São Paulo, a 20a edição da Fispal Tecnologia contou com a presença de mais de 70 mil visitantes e cerca de 1.700 expositores, totalizando uma área de exposição ao redor de 70 mil m2. Além das empresas do País, oriundas de dez Estados, foi prestigiada por 110 empresas estrangeiras, provenientes de 12 países. O diretor da feira Luiz Fernando Pereira avalia em R$ 4,8 bilhões os negócios fomentados durante a sua realização, com muitas empresas fechando negócios equivalentes a três a seis meses do faturamento anual.

    O evento foi dividido em dois setores: o Fispack, com 1.058 empresas dos setores de equipamentos acessórios e insumos utilizados na indústria de embalagens, e o Processa, em que foram exibidas novidades da indústria de máquinas e equipamentos para os segmentos de automação, logística e matérias-primas. Química e Derivados conferiu de perto a Fispal Tecnologia 2004 e apresenta, a seguir, algumas das principais novidades expostas no setor Processa.

    No amplo e movimentado estande da Masipack, sediada em São Bernardo do Campo-SP, a novidade foi a embaladora vertical Ultra Sachet, desenvolvida sob medida para a dosagem de pós e líquidos em embalagens do tipo sachet, soldadas nas quatro laterais. Segundo as informações de Patrícia Foligati, da área de marketing e comércio exterior, a máquina pode operar embalando de um a dez produtos diferentes ao mesmo tempo.

    Química e Derivados: Fispal: Embaladora é a única brasileira do tipo no mercado, diz Patrícia. ©QD Foto - Cuca Jorge

    Embaladora é a única brasileira do tipo no mercado, diz Patrícia.

    “Já existem máquinas deste tipo no exterior, mas no Brasil, fabricadas por uma empresa nacional, é a primeira vez”, disse Patrícia. A velocidade de embalagem pode chegar a 800 sachets por minuto, dependendo do produto processado, e a máquina é totalmente controlada por um CLP Allen Bradley. “Antes, o cliente deveria adquirir uma máquina para cada produto diferente embalado ou, caso usasse a mesma máquina para diversos produtos, deveria alimentar a embaladora com o produto desejado, selecionar o filme adequado, embalar e limpar a máquina a cada mudança de produto, o que despende tempo”, explicou.

    Como a Masipack produz seus equipamentos no País e conta com linhas de financiamento do governo, a empresa logra combinar tecnologia de ponta com custo muito competitivo. “As empresas européias são muito antigas e operam com margens de lucro muito altas. Fabricam, muitas vezes, máquinas que não se ajustam ao poder aquisitivo do cliente brasileiro”, ponderou Patrícia.

    Química e Derivados: Fispal: Linatronic K735 -  mais compacta,econômica e precisa. ©QD Foto - Cuca Jorge

    Linatronic K735 – mais compacta,econômica e precisa.

    Nesta sua 16ª participação na Fispal, a Masipack comemorou os bons resultados. “Para nós, a feira está sendo excelente. Crescemos juntos, e a Fispal foi uma vitrine que trouxe uma imagem positiva para a Masipack”, concluiu.

    De vento em popa – Entre as atrações do estande de 120 m2 da alemã Krones, uma das líderes mundiais na fabricação de máquinas especiais e linhas de enchimento para o setor de bebidas, figurou o novo modelo de inspeção de garrafas vazias Linatronic K735, em exposição pela primeira oportunidade para clientes brasileiros. A máquina é mais compacta e econômica que as predecessoras, e possui capacidade de inspeção de 72 mil garrafas por hora. Além disso, o projeto de um novo arranjo de inspeção com câmaras otimiza a utilização do espaço interno e facilita o acesso aos dispositivos.

    Química e Derivados: Fispal: A ilha Abrava de refrigeração retratou as etapas da cadeia do frio. ©QD Foto - Cuca Jorge

    A ilha Abrava de refrigeração retratou as etapas da cadeia do frio.

    O programa que controla a Linatronic também foi modificado, diminuindo a ocorrência das falsas rejeições, freqüentes em máquinas de inspeção. Sujeiras detectadas repetidamente, e nas mesmas posições das garrafas inspecionadas, são agora reconhecidos como conseqüências da ação de algum agente externo, e um aviso é emitido para o operador. Em casos de cortes súbitos no fornecimento de energia, o no-break integrado à máquina proporciona o encerramento controlado do sistema eletrônico, sem que os dados já armazenados sejam perdidos. Para atender às necessidades de clientes de diferentes portes, a Krones manteve o sistema de constru5ção modular. Desse modo, pode-se adquirir a Linatronic equipada para menor variedade de tipos de inspeção (inspetor EBI), com a possibilidade de aquisição, a posteriori, dos módulos que realizam a inspeção completa dos vasilhames (inspetor ASEBI). A Linatronic ainda se beneficia da tecnologia Iris, que permite a prestação de serviço à distância, pelo Teleservice da Krones, e o telemonitoramento por outro computador da fábrica, oferecendo maior agilidade na avaliação de eventuais problemas.

    A filial brasileira da empresa, aliás, vive um bom momento. A expectativa do presidente da Krones do Brasil, Jens Hoyer, é de que o faturamento em 2004 aumente entre 60% e 70%. Só o setor de serviços e peças de reposição já cresceu 50% no primeiro trimestre de 2004 em relação ao mesmo período em 2003.

    Ilha do frio – Outra atração dessa 20a Fispal foi a ilha de refrigeração montada pela Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava). A ilha apresentava, simbolicamente, todas as etapas e processos envolvidos na fabricação de alimentos resfriados ou congelados, desde a fase de produção in natura (que pode ser a colheita, o abate ou a ordenha), ainda no campo, até o consumo final.

    O objetivo, segundo a coordenadora da ilha, Lisandra Toledo, era reforçar a importância da operação adequada em cada um dos elos da cadeia do frio, já que procedimentos errôneos podem provocar perda de qualidade do produto ou até inviabilizar sua comercialização.


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